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Desmitificando os venenos brancos

Saúde

A tendência que veio para ficar é a consciência na alimentação. Tanto para aqueles que querem ter um corpo bonito, quanto para àqueles que estão preocupados com a saúde. Com isso, cada vez mais, as pessoas pensam no que estão ingerindo antes de consumir. Entre os alimentos mais falados, estão açúcar, sal, farinha e arroz, também conhecidos como venenos brancos. Para substituir esses “venenos”, entraram em cena opções mais saudáveis, como o açúcar mascavo, demerara, sal do Himalaia, arroz e farinha integral. Para desmitificar essa condição de veneno, a Revista da Tribuna conversou com alguns especialistas que indicaram quando esses alimentos brancos devem ser substituídos, ou quando apenas sua redução traz resultados.

Açúcar

São tantos tipos de açúcar, que fica difícil definir qual é o mais saudável e qual o mais recomendável. A nutricionista clinica e comportamental do Espaço Zarin, Samanta Patez, explica qual a diferença dessas variedades, começando pelo açúcar da cana, que está dividido em mascavo, demerara, orgânico, cristal e refinado. “O mascavo é a primeira extração da cana, nele ainda contém todos os nutrientes. O demerara é o início do processo de refinamento e no orgânico retirou-se todos os nutrientes, ele só permanece cristalizado, mas sem aditivos químicos e é mais difícil de adoçar os alimentos com ele. Por último, temos o refinado e o cristal, onde retirou-se todos os nutrientes e, além disso, se adiciona produtos químicos tanto para a modificação de sabor, como para ele ficar branquinho”, explica.

A nutricionista aponta que em termos de qualidade, o açúcar demerara e o mascavo são os mais recomendados por preservar os nutrientes. Mas Samanta aconselha que o ideal é não adoçar todos os alimentos. “Sempre gosto de lembrar que são poucas as coisas que precisamos adoçar, por exemplo, o suco, que já tem o açúcar da fruta. Temos algumas frutas que são azedinhas, que temos este hábito de adoçar, mas precisamos aprender a apreciar o sabor natural da fruta. O café é outro exemplo, os amantes do café aprendem que tem que apreciá-lo sem adoçar porque o açúcar entra como um ladrão de sabor”.

Samanta também lembra que existem outras opções de adoçantes, como o mel, o melaço e o açúcar de coco. “Na quantidade de calorias e carga glicêmica todos são iguais, a diferença está na qualidade de nutrientes. O único que difere é o açúcar do coco porque ele é um açúcar da fruta”, diz. “No dia a dia, é muito interessante utilizar esses outros tipos de açúcar, ter um hábito mais saudável, já que em alguns momentos não temos como fugir do açúcar branco. Mas, mesmo que o bolo seja feito com açúcar mascavo e farinha integral, não significa que posso comer mais pedaços dele”, ressalta.

Sal

A nutricionista explica que nas variáveis de sal, a diferença está na quantidade de sódio. “Tanto no sal do Himalaia, quanto no sal marinho temos uma quantidade menor de sódio, e o sal do Himalaia tem uma carga um pouquinho maior de minerais”, aponta. “Eu não acho relevante utilizar esses sais porque temos um parâmetro da Organização Mundial da Saúde (OMS), onde indica que é saudável o consumo de sal porque precisamos do sódio e do iodo, desde que seja de três a cinco gramas por dia”, diz. “Além disso, é preciso tomar cuidado porque existem adulterações, como exemplo tem o sal do Himalaia, que já foi observado a adição de corante no sal comum para ser vendido como do Himalaia”, alerta. “Esses sais diferenciados também são mais caros, então compensa investir em outros tipos de alimentos que vão trazer mais benefícios, como as nozes”, aconselha.

Farinha e arroz

Falando em grãos integrais, a nutricionista recomenda evitar a farinha e arroz branco, desde que a pessoa goste das alternativas que substituem esses alimentos. “Eu não gosto de induzir nenhum paciente a comer aquilo que não gosta. Quem não se identifica e tem que comer por obrigação fica esperando o prazo da dieta terminar. Os integrais realmente são melhores porque tem mais fibras e nutrientes, mas em termos de calorias eles são iguais ao arroz e farinha branca”, diz. “Quando a pessoa não consegue consumi-los, fazemos um calculo de fibras de outra forma”, explica. “Dentro de nossa alimentação nos expomos a muita coisa, tem a questão do agrotóxico e outros agravantes. Por isso, sempre optar pelo equilíbrio e o mais saudável é o melhor”, afirma.

A nutricionista diz que, por exemplo, no caso do pão pode-se comer outros tipos de alimentos, como a tapioca. A farinha de amêndoa, de aveia, entre outras, que também substituem a farinha de trigo. Mas Samanta ressalta que quando a pessoa vai comer este pão ou bolo feito com outra farinha, ela não pode olhar para o alimento com o mesmo olhar, pois não vai ter o mesmo gosto, é outro sabor.


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