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Substituir não é a salvação

Saúde

O cardiologista e diretor do Núcleo de Nutrição do Instituto Dante Pazzanese, Daniel Magnoni ressalta que o sal e o açúcar são necessários para o organismo; o exagero deles é que faz mal a saúde. “O sal, dentro das recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), pode ser consumido o equivalente a uma colher de chá. Já o açúcar, pode ser consumido em até 10% das calorias totais da alimentação diária. O abuso desses dois alimentos, principalmente quando aliados ao sedentarismo e ao excesso de ingestão calórica, pode trazer consequências como a hipertensão arterial”, ressalta Magnoni. “A substituição do açúcar pode ser necessária em casos específicos, como recomendação médica”, acrescenta.

O endocrinologista e chefe do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas da USP, Doutor Marcio Mancini, reafirma que nenhum alimento precisa ser retirado do cardápio. “Muitas pessoas perpetuam o mito de que cortar certo nutriente da alimentação vai resolver qualquer problema. Porém, um componente isolado não é a causa de doenças e devemos quebrar esta ideia de que há vilões e heróis na alimentação. Por exemplo, muito se incentiva a troca de refinados por grãos integrais, mas as evidências de estudos de observação e epidemiológicos, que demonstraram uma associação entre a ingestão de grãos integrais e a redução do risco de doenças não são consistentes em estudos de intervenção, que são os estudos de mais alta qualidade. Também não há evidências de redução de obesidade substituindo farinha branca por integral”, diz. “Mas, vale o alerta: muitas pessoas substituem e aumentam sua ingestão calórica, pois acham que estão sendo mais saudáveis. Ressalto que tudo é permitido no cardápio, desde que seja consumido com equilíbrio”.


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