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Meninos de 11 a 15 anos começam a receber a vacina contra HPV

A Secretaria de Saúde iniciou, nesta terça-feira, a vacinação contra o HPV (papiloma vírus) em garotos de 11 a 15 anos de idade. A Pasta segue orientações do Ministério da Saúde que, em janeiro de 2017, disponibilizou, via Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina ao público masculino de 12 a 13 anos.

Já as meninas de nove a 14 anos, e as crianças e jovens dos nove aos 26 anos, portadores do HIV/Aids, já recebiam as doses. O objetivo da vacina HPV para os meninos é proteger contra o câncer de pênis, garganta, ânus e verrugas genitais. A imunização masculina também beneficia o público feminino, pois colabora para a redução do câncer de colo do útero e vulva das mulheres.

Meninos e meninas devem receber duas doses da vacina contra HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para os portadores de HIV, o esquema vacinal é de três doses, sendo o primeiro intervalo de dois meses, e o terceiro, de seis meses. Esses pacientes necessitam ainda apresentar a prescrição médica para receber a imunização.

Em relação aos efeitos colaterais, a vacina contra o HPV proporciona boa tolerância e poucas reações adversas, entre as quais, dores locais, febre e cefaleia.

Proteção

HPV é o nome genérico de um grupo de vírus que engloba mais de cem tipos diferentes, e que podem provocar a formação de verrugas na pele, lábios, boca, cordas vocais, anal, genital e da uretra. As lesões genitais podem ser de alto risco, porque são precursoras de tumores malignos, especialmente do câncer do colo do útero.

A vacina utilizada no País é a quadrivalente, e visa redução de verrugas genitais (condilomas), evidência de maior proteção para as pessoas que nunca tiveram contato com o vírus. A imunização não tem efeito de tratamento e nem substitui a realização do Papanicolau, que deve ser feita anualmente. A vacina também não protege contra os tipos de câncer (70%) e demais enfermidades transmitidas nas relações sexuais (90%).

Dessa forma, as pessoas que tomaram as doses devem continuar se protegendo, por meio de preservativo, contra as doenças sexualmente transmissíveis, tais como a Aids e a sífilis, por exemplo.


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