Indaiatuba

Defesa alerta para aumento das queimadas em época de clima seco

Com a chegada de julho, inicia-se o período de seca mais intensa no Brasil. A falta de chuva, aliada à fumaça no ar e a fatores desencadeados pelo ser humano, como as queimadas, acabam levando à baixa umidade e consequentes problemas respiratórios.

Na última sexta-feira, 30 de junho, o município de Campinas ficou em estado de atenção por conta da umidade relativa do ar, que no meio da tarde atingiu o índice de 29,3%. A Defesa Civil campineira, com base em dados da estação Cepagri, alerta que é declarado estado de atenção quando a umidade relativa fica em torno de 20% a 30%.

O índice de 29,3% foi apurado por meio do Sistema Terra MA2, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Entre janeiro e junho deste ano, no estado de São Paulo ocorreram 557 focos de incêndio. O número em 2016 foi bem alto, com 995 focos (89% a mais do que no ano anterior, que teve 526).

"Na semana passada, houve dois incêndios, um no Jardim Paulista e outro nas proximidades da General Motors", revela Paulo César Feijão, diretor da Defesa Civil de Indaiatuba. "Ainda não estamos no período crítico, que é quando a umidade fica abaixo dos 30%, mas em maio já iniciamos a Operação Estiagem", emenda.

"Todos os dias faço uma varredura no cinturão rural de Indaiatuba, percorrendo os trechos com maior incidência", aponta. Devido ao fato do projeto ser bastante recente e do grande volume de chuvas em 2017, a Defesa não pode mensurar a quantidade de focos. "Mas, estamos sempre vigilantes", garante Feijão.

Porém, ele cita um erro muito comum cometido pelas pessoas e que compromete o meio ambiente. "Após aplicarem o produto para eliminar o matagal, elas deixam o mato ali mesmo; depois de seco, acaba servindo de 'munição' para vândalos, pois pega fogo muito fácil. O certo é capinar, ou seja, limpar o terreno", aponta. "Além disso, latinhas metálicas, vidros e outros, em contato com o sol, são altamente inflamáveis. Sem falar nos rituais de macumba (as velas) feitos em meio à vegetação", explica.

O diretor lembra ainda que frequentemente oferece cursos e treinamentos para evitar situações que provoquem incêndios. "Até em condomínios nós treinamos os seguranças, formando brigadistas para atuarem em possíveis ocorrências", complementa Feijão.


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