Saúde municipal confirma casos de leishmaniose em cinco cães

Indaiatuba

Saúde municipal confirma casos de leishmaniose em cinco cães

VIGILÂNCIA

Ontem, cinco casos de leishmaniose em cães foram confirmados pela Secretaria Municipal da Saúde; há ainda 87 que estão sendo analisados pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL). De acordo com a Prefeitura, bairros do cinturão rural de Indaiatuba são considerados os mais endêmicos, desde o ano de 2012.

O setor mais crítico se concentra nas regiões de Itaici até o Parque Campo Bonito, passando pelos bairros Helvetia, Videiras, Aldrovandi, Oliveira Camargo, Parque Indaiá e Jardim Brasil. Entre os meses de maio e junho, o município fez a coleta de 224 amostras de animais e desse total, 132 tiveram resultado negativo.

Hoje, Indaiatuba conta com uma população de quase 20 mil animais. Contudo, até o momento, a Saúde não registrou nenhum caso de leishmaniose em humanos. Apesar disso, vale o alerta de que a enfermidade é incurável e todo cuidado é pouco.

A leishmaniose visceral é uma doença grave causada por protozoários do gênero Leishmania. Endêmica no Brasil e de grande importância para a saúde pública por se tratar de uma zoonose (doença que transmitida tanto aos animais quanto aos seres humanos) de alta letalidade, ela provoca alterações nos rins, fígado, baço e na medula óssea. E pode matar o cão e colocar em risco a vida das pessoas que convivem com ele.

Segundo a veterinária Patrícia Pistili, o cinturão rural amplia as possibilidades de disseminação da leishmaniose devido à presença de animais silvestres e matéria orgânica de decomposição (folhas e frutos). "Ambientes com matéria orgânica em decomposição são ideais para a proliferação do mosquito Flebotomíneo (ou mosquito palha), que é o transmissor da leishmaniose visceral", esclarece.

Ela continua dizendo que bastante difícil identificar a doença no início. "Uma vez infectado, o cão pode permanecer sem sintomas aparentes por vários meses e anos, mas pode se tornar uma fonte de infecção para outros animais e seres humanos, além de se constituir em um reservatório da doença no meio urbano", ressalta.

Além disso, a especialista aponta que até 50% dos animais infectados podem permanecer assintomáticos. "No caso daqueles que apresentam sintomas, os primeiros a se manifestarem são: feridas na pele, que podem ser locais (ponta de orelha, junções mucocutâneas - região entre a pele e a mucosa) ou difusas, aumento dos gânglios, perda de peso, crescimento exagerado das unhas, aumento do volume abdominal", detalha.


Fonte:


Notícias relevantes: