Indaiatuba

Febre e apatia podem significar indícios

Já em relação aos humanos infectados pela leishmaniose, Patrícia observa que os sintomas mais evidentes são perda de peso, febre apatia e aumento do volume abdominal. "Nos animais, a doença provoca crescimento acelerado das unhas e feridas na pele", complementa a veterinária.

Patrícia aponta que hoje existe no mercado um produto para o tratamento de cães com leishmaniose visceral. "Porém, não elimina 100% do parasita do organismo do hospedeiro, que continua sendo um reservatório da doença e fonte de infecção.

"Por isso, é extremamente importante que seja adotada a prevenção, e o melhor método é o de evitar o contato do mosquito palha com os cães através do uso de repelentes, como a coleira impregnada com deltametrina a 4%, um potente ativo repele e mata o mosquito transmissor. Ele irá proteger o animal contra as picadas do inseto e é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) na prevenção do avanço da doença", revela.

A médica diz que medidas simples podem auxiliar no combate. "É essencial a limpeza de quintais, com a remoção de fezes e restos de folhas e frutos em decomposição, pois é nesses locais que o mosquito deposita seus ovos", salienta Patrícia.

"A leishmaniose pode matar o cão e colocar em risco a vida das pessoas que convivem com ele. Quando não tratada, a doença também pode evoluir para a morte dos humanos infectados. Ela provoca alterações nos rins, fígado, baço e na medula óssea. Para os cães infectados com leishmaniose visceral, o Ministério da Saúde recomenda a eutanásia", conclui.

Incidência

Dados do Ministério da Saúde mostram que a incidência da doença vem crescendo no Brasil. De 2000 a 2015 foram confirmados 58,6 mil casos em humanos; em 2015 foram 3,3 mil confirmações. No mesmo período, ocorreram 3,6 mil óbitos de pessoas devido à leishmaniose.

E os casos não ocorreram só em Indaiatuba; em junho, a cidade de Valinhos confirmou a doença em 24 animais.


Fonte:


Notícias relevantes: