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Lâmpadas LED terão etiqueta de certificação na embalagem

Atualmente, as lâmpadas LED são realidade no mercado nacional, sendo possível encontrar diversos tipos e formatos, especialmente em lojas especializadas. Por isso, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou que, após a próxima segunda-feira, os atacadistas e varejistas serão obrigados a comercializar lâmpadas LED somente com certificação.

Os requisitos se aplicam somente às lâmpadas LED com dispositivo integrado à base, ou corpo constituindo uma peça única, não destacável, sendo destinadas para operação em rede de distribuição de corrente alternada de 60 Hz, para tensões nominais de 127 e/ou 220 volts (V), ou faixas de tensão que englobem as mesmas ou em corrente contínua (DC ou CC). Os modelos de LED coloridos, com lentes que emitem luz colorida, ou que possuam invólucros coloridos/decorativos ficam excluídos dos requisitos.

Até o momento, as lâmpadas com regulador integrado à base (as que não necessitam de outros dispositivos paraligação, ou que podem ser ligadas diretamente à rede elétrica) eram vendidas sem a certificação do Inmetro. De acordo com o órgão, a exigência garante a conformidade com padrões específicos de segurança para consumidores e revendedores.

Para identificar uma lâmpada LED certificada, a orientação da Associação Brasileira dos Fabricantes e/ou Importadores de Produtos de Iluminação (Abilumi) é a de que o consumidor verifique a embalagem. Todas as informações devem estar em Português, e incluírem nome do fabricante, CNPJ e o telefone do Serviço de Atendimento (SAC).

Os dados também devem conter o selo do Inmetro, a potência em watts, fluxo luminoso em lúmens e eficiência luminosa em lúmens por watt. Na parte de segurança, a etiqueta precisa ainda identificar o número de registro. Nos casos em que mostra XXXX, a certificação é falsa. Veja na imagem o formato da etiqueta com os dados exigidos pelo Inmetro.

Regulação

A motivação para a certificação de lâmpadas LED teve como principal objetivo eliminar importadores e fabricantes que encontraram no mercado, sem regulação, a oportunidade de comercializar lâmpadas baratas, de baixa qualidade, não só em termos de desempenho, como de segurança.

Rubens Rosado, engenheiro elétrico e assessor técnico da Abilumi, aponta as perdas decorrentes do mercado sem regulamentação. "Se o consumidor se preocupa apenas com o preço, ele perde triplamente; primeiro, porque colocam em risco suas vidas e instalações, com produtos sem o devido isolamento e proteção contra curto circuito. Segundo, porque ele é enganado em relação às informações de embalagem, como fluxo luminoso e potência", cita.

Rosado elenca ainda a dificuldade que importadores e fabricantes têm de trazer para o mercado interno produtos com novas tecnologias e maior eficiência que surgem fora do Brasil. "A qualidade tem um preço que deve ser justo para quem comercializa e adquire um produto", conclui o engenheiro.

 


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