Indaiatuba

Luiz Medeiros retoma frente do Conselho de Saúde local

Luiz Medeiros foi reeleito presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Indaiatuba. A decisão foi unânime e o líder já prepara, junto ao novo colegiado, as diretrizes da gestão 2017-2021.

Os membros, eleitos no final de maio, foram empossados no dia 30 de junho, e a composição administrativa foi feita no dia 6 de julho. "Nossa principal bandeira é estarmos próximos às comunidades, para que entendam as políticas públicas do setor", afirma Medeiros. "Pretendemos estar presentes em todas as entidades, não apenas para falar de legislação, mas também levar promoção e prevenção", complementa.

O líder comenta que o CMS vivenciou um período ao qual ele denominou de stand-by. "Foi uma fase em que as decisões tiveram que esperar, o que prejudicou as políticas públicas de saúde", argumenta. "Mas, na próxima quarta-feira faremos o alinhamento das três comissões permanentes, pautadas pelo Ministério da Saúde (MS), que são: a fiscalizadora ou de finanças; a executiva, que pauta as discussões; e a da saúde do trabalhador, inserida em 2015 e que possui políticas públicas próprias", revela Medeiros.

O presidente do Conselho também fala sobre as obras do novo prédio do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). "Foi criada uma comissão de acompanhamento, que vai ser encerrada com a conclusão dos trabalhos. Porém, a crise econômica atrapalhou muito e houve atraso; todos vêm passando por dificuldades", considera.

"Vamos retomar também a comissão gestora do Haoc, pois ela fiscaliza os recursos, o atendimento, e a estrutura como um todo", continua Medeiros. "Aliás, ali existem duas comissões, uma por conta do Conselho e outra da Secretaria Saúde. Outras comissões serão realinhadas, tais como a do Telhadão, da Apae, da saúde mental e reabilitação, e de patologias, que será montada", detalha.

Segundo Medeiros, as comissões são importantes, pois, tratam das políticas de saúde para cada unidade. "Queremos implementar as políticas com toda a força nas unidades, nos bairros, comunidades e igrejas. Vamos retomar a intensidade das atividades que tornaram o CMS reconhecido no Brasil (como em 2014)", destaca.

Políticas sociais

Os membros do Conselho também passarão por capacitações, a fim de conhecerem as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS). "Queremos todos os conselheiros participando, independente de serem titulares ou suplentes", reforça.

"Temos hoje conselhos gestores das unidades, implantados em 2014, por meio dos quais capilarizamos de 32 para quase 200 o número de conselheiros. Eles acompanham os problemas diretamente nas unidades, desde as gestões e os usuários até os trabalhadores da saúde", aponta Medeiros. Ele fala ainda que os grupos normalmente conseguem resolver as questões locais. "Quando não, pedimos auxílio do conselho maior", observa.

"A ação mais urgente é mudarmos regimento interno, a lei que conduz o Conselho, e que já está arcaico, o que é natural, pois, com o passar do tempo novas demandas surgem", continua o presidente. "Além disso, temos com o Ministério um pacto de repasse de R$ 1 milhão mensais, que ainda não foi cumprido. O novo colegiado irá trabalhar para conseguir isso", lembra.

Medeiros salienta a importância do foco nas políticas públicas sociais. "O Doutor Paulo, gestor do hospital psiquiátrico, disse que, apesar de tudo, estamos melhores do que outras regiões, sendo que a prefeitura é que tem custeado o serviço e o MS não enviou qualquer recurso até o momento. Inclusive, tenho visto o prefeito Gaspar abraçar a causa e trabalhar muito nas políticas públicas sociais", conclui.

Composição

O processo eleitoral dos membros do CMS, também presidido por Medeiros, se encerrou no dia 27 de maio, onde os conselheiros foram aclamados por seus pares. Cidadãos da sociedade civil e trabalhadores de entidades e instituições puderam se candidatar aos cargos de conselheiro e suplente.

Atualmente, o CMS conta com 32 membros, e contempla uma composição superior a 15 novos participantes, entre titulares e suplentes. A escolha do presidente foi feita pela mesa diretora, composta depois da posse dos cargos, no final de junho. Na composição da mesa diretora estão: Sérgio Batista, como secretário geral; Evandro Jacinto da Silva, como secretário adjunto e Mariana Bianchi, como secretária.


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