Indaiatuba

Indaiatuba tem o pior Índice de Confiança do Consumidor

A crise política afetou os ânimos do consumidor de Indaiatuba, e a cidade registrou em julho o pior Índice de Confiança do Consumidor (ICC) medido no ano. O levantamento foi divulgado pelo SindiVarejista de Campinas e região, em parceria com a FecomercioSP, e revelou o total de 116,4 pontos, com queda de 1,4 ponto em relação ao mês passado.

Este é a quarta retração seguida desde abril. A incerteza política que paira sobre o País afetou diretamente o humor do consumidor de Indaiatuba. A escala de pontuação varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Apesar da série se mostrar decrescente, as entidades consideram que o ICC continua positivo, por conta da movimentação econômica.

Por outro lado, o Índice das Condições Econômicas Atuais (Icea) segue pessimista e apontou novo decréscimo em relação à pontuação do mês passado. Em julho, a pontuação desceu para 17,1, enquanto que em junho marcou 19,1 pontos. A perspectiva futura também apresentou queda e chegou a 182,6 pontos; no mês passado, marcava 183,6 pontos.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, a queda da confiança em relação ao futuro mostra a insegurança do consumidor em relação ao cenário político, que se revela cada vez mais instável.

"O ICC subiu até abril, o que era de se esperar. Os últimos três meses estão sendo marcados pela falta de definição do presidente Michel Temer. Estamos em compasso de espera. Porém, por outro lado, a economia não está parada, já que tivemos resultados positivos. A situação política realmente não está ajudando, mas percebo que o setor econômico está se descolando da política e tem conseguido bons resultados", comenta Fábio Pina, assessor econômico da FecomercioSP.

Ele acredita que a economia poderia estar melhor se não houvesse tantos entraves políticos. "Aparentemente, as coisas estão sendo encaminhadas de uma forma que não haja perda de controle. A inflação está controlada, outros números também. Agora, segundo a pesquisa, não é hora para se comprar bens duráveis, o que deixa as pessoas em compasso de espera", argumenta.

Termômetro

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), as pesquisas de sondagens e tendências, realizadas por meio de sua unidade, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), promovem levantamentos estatísticos que geram informações utilizadas para monitorar a situação econômica atual, além de possibilitar a antecipação dos eventos futuros.

Segundo os estudos, o consumo pode ser determinado tanto pela capacidade quanto pela pré-disposição dos agentes econômicos para o gasto. Enquanto a capacidade é medida pelo nível de renda e disponibilidade de ativos, a disposição de consumo é determinada pelas perspectivas econômicas futuras.

Os indicadores de atividade econômica são largamente utilizados por empresários, governos e entidades de classe na análise de conjuntura e tomada de decisões. Nas pesquisas do ICC do comércio, por exemplo, são produzidas informações que poderão antecipar as tendências econômicas do setor, e servirem como indicador para os segmentos varejistas e atacadistas.

Em resumo, a pesquisa mostra que, se o consumidor está satisfeito e otimista, ele tende a gastar mais; e se está pessimista e insatisfeito, irá gastar menos. Por isso, o ICC atua como um termômetro redutor ou indutor do crescimento econômico.


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