Indaiatuba

Líder sindical e donos de postos falam sobre alta dos preços de combustíveis

O aumento dos combustíveis anunciado pelo governo federal causou grande insatisfação à população brasileira. Entre outras medidas tomadas pelo presidente Michel Temer (PMDB), a elevação dos tributos sobre o custo dos combustíveis também não agradou aos donos dos postos.

Sobre isso, Flávio Campos, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Recap), falou à reportagem da Tribuna. "Certamente não estamos nada felizes com essa situação, que afetou muito a demanda das vendas nas bombas, apresentando queda entre 15 a 20%", revela.

De acordo com informações divulgadas no site do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Campinas e Região (Sinpospetro), na próxima terça-feira, os proprietários de postos de combustíveis de 22 estados irão promover um protesto nacional contra o aumento das alíquota do PIS/Cofins, que incide sobre a gasolina. Além de faixas pretas, que serão colocadas nas bombas de combustíveis em sinal de luto, haverá ainda cartazes com a seguinte mensagem: "Aumentar impostos sobre os combustíveis não é a solução!Basta!".

Sobre a manifestação da próxima semana, Campos reforça tratar-se de um movimento de repúdio. "Sabemos que o país está passando por um momento de transição governamental difícil, mas não suporta mais aumento algum de tributos. O governo precisa cortar gastos e não aumentar impostos que já são excessivos", reclama o líder sindical.

Campos lembra também que, mais uma vez, o povo irá pagar a conta. "É uma situação muito ruim, pois o comércio sofre com este tipo de ação, assim como a população que passa a pagar por um valor mais alto do produto", conclui.

Na semana passada, o imposto mais que dobrou os preços, passando de R$ 0,38 para R$ 0,79 por litro. Se a alta de impostos for repassada na íntegra para o consumidor, o litro da gasolina deverá ficar R$ 0,41 mais caro no País. Por isso, a decisão de realizar os protestos foi tomada conjuntamente pelas lideranças sindicais.

Reclamações

Em Indaiatuba não foi diferente, já que o preço final nas bombas também foi alterado para maior; mas, antes disso houve um corre-corre para abastecer os veículos. Foi o que afirmou o gerente de um posto de combustível da cidade, que preferiu não ter o nome divulgado. Ele relatou ainda que as reclamações são muitas. "Diversas pessoas reclamaram, pois um dia era um peço e no outro já havia subido", salienta.

Sobre a queda nas vendas, ele disse que foi significativa, porém, não soube precisar o percentual. "Agora, com o novo preço, as coisas estão voltando ao normal. Mesmo assim, percebemos a redução no movimento. Tem muita gente procurando postos com valores mais baixos, mas não se sabe a procedência dos produtos comercializados por esses postos. De qualquer forma, as pessoas correm o risco", analisa.

Nos estabelecimentos bandeirados da cidade a média de preços da gasolina hoje é de R$ 3,39/litro; já o Etanol varia entre R$ 2.19 e R$ 2.39 o litro; e o diesel custa entre R$ 2.89 e R$ 2.99/litro.

Liminar

Na tarde da última terça-feira, uma decisão liminar tentou barrar o aumento dos impostos sobre os combustíveis determinado pelo governo, por decisão do desembargador e presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), Hilton Queiroz, que aceitou os argumentos da Advocacia-Geral da União (AGU). 

O decreto foi assinado por Temer no dia 20 de julho, com o intuito de auxiliar no cumprimento da meta das contas públicas. Já na terça, dia 25, Renato Borelli, juiz substituto da 20ª Vara Federal de Brasília, havia congelado os efeitos do decreto no Brasil.

A tentativa de derrubar o aumento dos combustíveis partiu de uma ação popular ajuizada pelo advogado Carlos Alexandre Klomfahs. Porém, a AGU recorreu da decisão, alegando que o governo deixaria de arrecadar aproximadamente R$ 78 milhões por dia se a liminar fosse mantida.


Fonte:


Notícias relevantes: