Indaiatuba

Desorganização em corrida de rua causa transtorno aos participantes

Dois eventos de corrida de rua que aconteceram em Indaiatuba causaram transtornos aos seus participantes e virou Boletim de Ocorrência. A reclamação partiu do grupo de corrida Giovanna Martins Assessoria Esportiva sobre os eventos Divas Corrida Para Mulheres, que aconteceu no dia 7 de maio, e Urban Night Run, no dia 29 de julho. Segundo a advogada do grupo, a atleta Giovanna Costa Martins, que ficou em 1º lugar nos 10k da Divas não recebeu o valor da premiação. A segunda reclamação é quanto à devolução do dinheiro pago na corrida Urban, que teve a data e percurso mudados.

A advogada da equipe, Cleide Martins explicou sobre a reclamação do grupo. "Ele (Pedro Rogers Lopes - organizador do evento) não procedeu com o combinado, que era de pagar o valor das inscrições da corrida Urban, e se dirigiu a delegacia dizendo que faria a devolução e que deveríamos retirar o dinheiro na delegacia. Chegamos à delegacia e ele disse que estava protegendo a integridade física dele e por isso tinha vindo se dirigido à delegacia, mas que não tinha o dinheiro para devolver", conta. "A atleta Giovanna já foi vítima dele porque ela não recebeu a premiação da corrida que aconteceu no dia 7 de maio, conforme previa o regulamento, inclusive temos documentos para provar isso e registramos o boletim de ocorrência. Vamos entrar com medidas judiciais cabíveis para que isso não ocorra mais no meio de atletas. Muitas vezes o atleta não procura nenhum tipo de medida judicial por ser um valor considerado pequeno (R$ 90 a inscrição), mas só desta assessoria já são 30 pessoas", cita.

A atleta Giovanna contou a reportagem que no dia da corrida Divas a organização não cumpriu com o prometido. "Nos inscrevemos nos dois eventos porque queremos que o esporte cresça na região, como em Indaiatuba sempre teve bons eventos de atletismo, inscrevemos a equipe na 1ª prova (Divas). Foi vendida uma prova muito bonita, mas no dia e local corrida da diva, fui a segunda pessoa a chegar e não tinha ninguém da organização do evento lá e nenhum gradil, banheiro, nada no local. Deu o horário da largada e ela não aconteceu. O Rogers subiu no trio elétrico e anunciou que levou um golpe da empresa e que a prova iria acontecer naquele formato, mas que ia atrasar. Eles não conseguiram nem colocar gradil porque não iria dar tempo. Mesmo assim ficamos lá esperando porque demos um credito a ele", prossegue. "Faltou água, na hora da premiação chamou as meninas do 5k em cima do trio elétrico, ele não entregou o troféu, e depois chamou a premiação dos 10k, em que fui campeã. No regulamento constava premiação até a 3ª colocada e que seria entregue naquele dia, mas ele não entregou. Como vimos que o evento foi desse jeito, no outro dia pedimos a devolução do dinheiro da inscrição da corrida Urban. Um dia ele falava que ia pagar reembolso, depois pediu carta dos alunos, depois ele falou que a culpa era da empresa que fez as inscrições, mas entremos em contato com a empresa e ela não sabia de nada. Fiz uma pesquisa na Secretaria Municipal de Esportes, até o mês de junho, ele não tinha a documentação para autorizar a corrida, e estava vendendo desde o mês de abril os ingressos", conta.

"Pedi a devolução do dinheiro porque eu sou responsável pelos meus atletas e não vou colocar eles em risco. Ele também anunciou que a prova noturna Urban aconteceria no Parque Ecológico e depois mudou para o Pimenta, onde não tem iluminação. Além disso, muitas mulheres se prepararam para a sua primeira prova, na Divas, e chegaram lá viram aquela situação e os sonhos ficaram ali", acrescenta Giovanna.


Fonte:


Notícias relevantes: