Indaiatuba

Clima seco exige mais hidratação e mudança de hábitos cotidianos

Tempo

Estamos há mais de 50 dias sem chuvas, e os especialistas alertam para o estado de atenção devido à baixa umidade do ar. Nesse período, a população deve tomar cuidados com a saúde, priorizando a hidratação do corpo e a umidificação de ambientes, para evitar desidratação e as doenças respiratórias, além de dores de cabeça, irritações nos olhos, nariz, garganta e pele.

A umidade relativa do ar registrada ontem era de 46%; porém, de acordo com os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade ideal é de 60%. A entidade recomenda atenção quando os índices ficam entre 20% e 30%. Já entre 12% e 20%, é recomendado alerta, e índices inferiores a 12% podem ser considerados como emergência.

De acordo com o Climatempo, há possibilidade de chuva em Indaiatuba somente na quinta-feira, dia 3, quando deve chegar uma frente fria. A previsão é de sol e muitas nuvens à tarde.

Hoje e amanhã haverá sol com algumas nuvens, mas não chove. E na sexta-feira, o clima continua de sol e muitas nuvens durante o dia e períodos de céu nublado. À noite segue com muitas nuvens. As temperaturas durante a semana terão mínima de 14º e a máxima pode chegar a 29º."Os primeiros dias de agosto trazem chuva para várias áreas do centro-sul do Brasil. A mudança no tempo vem com a passagem de uma frente fria que consegue romper parcialmente o bloqueio causado por uma grande massa de ar seco que predominou sobre o país durante o mês de julho", aponta Josélia Pegorim, meteorologista do Climatempo.

Ela alerta, contudo, que a frente fria chega ao País encontrando uma atmosfera muito seca, o que vai dificultar a formação de nuvens carregadas e de chuva. "Muitas áreas do Brasil estão praticamente sem chuva há dois meses. A passagem desta frente fria não vai provocar chuva generalizada", ressalta Josélia.

Precauções

Letícia B. da Silva, médica otorrinolaringologista, afirma que as mucosas dos olhos, da boca e do nariz ficam ressecadas com a baixa umidade, favorecendo a atuação de agentes externos, como vírus e bactérias. "As infecções das vias aéreas, como rinites, sinusites, pneumonias e asma, são as mais recorrentes, pois, com a desidratação da mucosa, além da facilidade de aderência desses agentes externos, as células do sistema imunológico têm mais dificuldades de chegar às vias áreas. Assim, o aporte de células de proteção é reduzido", esclarece.

A especialista diz ainda que o melhor a fazer no clima seco é investir na hidratação, por meio do consumo de muitos líquidos. "Deve-se lavar o nariz com soro fisiológico e hidratar a pele para evitar dermatites", complementa. Letícia também orienta evitar locais com aglomeração de pessoas e procurar sempre deixar os ambientes limpos e arejados. "Pode-se lançar mão de umidificadores de ar, todavia, somente por curtos períodos para que não haja proliferação de mofo no ambiente", salienta.

Devido ao tempo seco, a prática de atividades físicas é recomendada para o período até às 10h e depois das 17h. "O ideal é usar roupas leves, e consumir mais frutas e verduras. A hidratação deve ser reforçada nas crianças, porém, os idosos também exigem atenção, pois são suscetíveis a problemas respiratórios", pondera Letícia.

Além dos problemas de saúde, a falta de chuvas e o clima seco também contribuem para a incidência das queimadas. Por isso, a Defesa Civil recomenda não jogar pontas de cigarro na vegetação, nem atear fogo em entulho e/ou mato.


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