Indaiatuba

Consórcio é alternativa para serviços de saúde em municípios da RMC

Este ano o Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro) conquistou mais cinco municípios integrantes. O consórcio promove ações conjuntas em saúde, com o objetivo de garantir qualidade e agilidade aos serviços públicos prestados à população das cidades consorciadas.

Indaiatuba ainda não faz parte do consórcio, que abrange também: Cosmópolis, Arthur Nogueira, Paulínia, Santo Antônio de Posse, Morungaba, Cordeirópolis, Santa Gertrudes, Amparo e Jaguariúna. Sobre a participação do município no projeto, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Indaiatuba disse que a Secretaria de Saúde conhece o consórcio, mas não foi procurada para integrar o grupo. Inclusive, a assessoria comenta que o projeto tem sido uma alternativa para que os municípios menores possam gerir melhor o setor.

Questionada sobre como a Saúde vê a integração de municípios para baixar os custos, a assessoria da Pasta disse que toda iniciativa para reduzir custos sem comprometer a qualidade é interessante. Indaiatuba tem se empenhado em tomar ações que reduzem os custos, inclusive com o uso da tecnologia para evitar o desperdício. Algumas ações desenvolvidas pela Secretaria de Saúde, com o objetivo de reduzir custos, envolvem o uso de tecnologia da informação para cruzar informações, evitando o desperdício de insumos e da hora dos profissionais. Além disso, propicia a aquisição de insumos e medicamentos com cautela para que não haja perda por conta da data de validade são algumas delas.

A saúde municipal está fazendo ainda a interligação da rede com o Hospital Augusto Oliveira Camargo (Haoc), com o intuito de evitar a duplicidade na realização de exames que ainda estão válidos. Por isso, a orientação é para que os pacientes desmarquem as consultas quando não puderem comparecer nos dias e horários marcados; assim, os usuários que estiverem nas filas podem aproveitar as consultas.

Sobre os custos mensais, a Saúde tem um gasto aproximado de R$ 16,5, incluindo insumos, folha de pagamento, entre outros. Sobre o orçamento de 2016, a assessoria disse que foi de R$ 201,9 milhões; já a previsão para este ano é de R$ 205,5 milhões.

População

Élcio Trentin, gestor do Cismetro, em entrevista exclusiva à Tribuna, reforçou que Indaiatuba não faz parte do consórcio e disse que o sistema operacional não teria condições de atender à cidade devido ao seu tamanho populacional, pois, os dez municípios que integram a rede somam 350 mil habitantes; já Indaiatuba possui quase 240 mil.

"O Cismetro atende cidades de pequeno e médio portes, e o município com maior número de habitantes é Paulínia, que conta hoje com cem mil, e Indaiatuba está bem acima. Mas isso não impede que o município encabece um consórcio com outras cidades de mesmo porte da região, assim como Jundiaí está fazendo", explica.

O gestor lembra que os quatro anos de existência podem ajudar as cidades a constituírem um consórcio. "Esse sistema é útil para contratar exames e especialidades médicas de um modo geral." Trentin comentou ainda que, hoje o consórcio trabalha apenas com contratação de especialidades e exames, mas o projeto é para que, em 2018, passe também a atuar na compra de medicamentos e insumos. "Vale ressaltar que o consórcio é apenas um auxílio paralelo, não gerimos secretarias", esclarece.

As cidades integrantes do consórcio ganham sempre na quantidade e qualidade dos serviços. O consórcio compra desde exames de laboratório até serviços médicos de consulta e cirurgias, sempre se baseando na tabela do Sistema único de Saúde (SUS). De acordo com a Cismetro, em muitos casos, os atendimentos e exames são demorados por causa das filas, e com a prestação de serviços elas podem diminuir ou até mesmo acabar.

"Ainda por conta do sistema de contratação, se os serviços não tiverem de acordo, garantindo a satisfação dos contratantes, ele poderá ser substituído", completa Trentin.


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