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Superintendente do Saae vistoria as obras na ETE Mário Candello

A obra de ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Mário Araldo Candello recebeu, na semana passada, a visita do superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae), Sandro Coral. Junto ao diretor de obras contratadas, José Antônio Rolim, e o engenheiro Willian Mantoanelli, responsável técnico pela execução da obra, Coral foi até o local para acompanhar de perto o andamento dos trabalhos.

Além do início da construção dos decantadores, três ao todo, continuam em andamento os trabalhos de terraplenagem e de compactação do solo, que servirá de base para o novo tanque de aeração, que revestidos com as geomembranas, cuja função é a de impermeabilizar o solo.

Para esta empreitada estão sendo usados 22 caminhões, que movimentam aproximadamente três mil metros cúbicos de terra por dia, compactadas por três rolos (tipo pé de carneiro), os ensaios laboratoriais feitos até o momento apontam para o ótimo grau de compactação. Também estão dentro do cronograma a construção dos prédios para os aeradores, adensadores de lodo, estação elevatória e o tanque de contato.

"Esta é mais uma obra de grande importância não só do ponto de vista de infraestrutura para o município, mas também do grande compromisso ambiental que a administração da cidade tem com as futuras gerações", argumentou Coral.

A estação

De acordo com o Saae, a ETE Mário Candello utiliza um dos mais avançados métodos de tratamento de esgoto do mundo: o biológico, pelo processo de lodos ativados por aeração prolongada com ar difuso, cuja finalidade é introduzir ar atmosférico na massa líquida. A eficiência mínima será de 95% na remoção de DBO e de 80% na remoção de nutrientes (NTK).

Hoje, sua capacidade atual de tratamento é de mil litros por segundo, com uma carga orgânica de 200 DBO5 mg/l.. Após as obras, sua vazão máxima será ampliada para 1320 L/s, e uma carga orgânica diária estimada em 458 DBO5 mg/l.

A ampliação também contempla o modelo de tratamento terciário através de desinfecção do efluente por hipoclorito de sódio e utilização de membranas ultra filtrantes no processo de produção de água de reuso. O resultado do tratamento será um produto que poderá ser utilizada por empresas que não usam água tratada em suas linhas de produção, para lavagem de ruas e rega de jardins.


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