Indaiatuba

Palestra no Ciaei trata de cuidados paliativos

A palestra A morte é um dia que vale a pena viver, que já foi vista por quase meio milhão de pessoas, chega à Indaiatuba. O tema será abordado pela médica Ana Cláudia Quintana Arantes, no dia 22 de agosto, às 20h, no Centro Integrado de Apoio à Cultura (Ciaei).

O evento foi anunciado no início desta semana, em coletiva de imprensa, na faculdade Max Planck, que patrocina o evento juntamente ao lado da Prefeitura Municipal de Indaiatuba, do Colégio Rodin e da Vita Migliore Home Care.

Formada pela Universidade de São Paulo (USP), com residência em Geriatria e Gerontologia, Ana Cláudia também possui pós-graduação em Psicologia, com especialização em intervenções em luto e cuidados paliativos. Segundo a médica, o título abrange a dor, a terminalidade do ciclo da vida e a morte, oferecendo a dimensão vivida por aquele que está sob cuidado paliativo, vivendo os seus últimos dias.

Os ingressos já estão sendo vendidos na Nakayoshi e na clínica Femina; o valor do primeiro lote é de R$ 60, e o do segundo, R$ 75. O evento tem ainda a parceria com o Lar de Velhos e Espaço Dia Emmanuel, por meio da doação de ingressos que darão acesso aos profissionais da saúde e aos voluntários que lá atuam, para que também tenham a oportunidade de participar.

"Quando me formei, me lembro que o doente terminal era aquele que a medicina não tinha mais nada a oferecer para interromper o curso da doença", recordou o vice-prefeito e médico Túlio José Tomass do Couto, durante a coletiva. "Podia ser um câncer, um AVC ou um infarto. E essa situação da medicina não poder fazer nada para interromper o curso da doença fazia com que os pacientes ficassem meio à parte, fora de possibilidades terapêuticas", completou.

"Hoje não se fala mais nisso. O que a doutora Ana Cláudia faz é usar todos os recursos que a medicina tem, toda a tecnologia, para proporcionar dignidade a este paciente, em seus últimos dias, meses ou anos de vida", acrescentou.O doutor Túlio também salientou a importância da família ter interesse pelo tema. "Às vezes, temos a impressão de que deixar aquela pessoa no hospital é o melhor, mas nem sempre. Sempre que possível, o bom é que esses pacientes estejam com suas famílias, em suas casas", finalizou o médico.

Humanização

O atendimento domiciliar, conforme explica Luiz Roberto Ghidini, diretor de marketing e relacionamento da Vita Migliore, coloca em prática o lado humanizado. "É o mesmo foco do trabalho da doutora Ana Cláudia, que é o cuidado paliativo, e não só do paciente, mas também da família, para se preparar quando chegar o momento", considera.

Michelly Picoli, enfermeira e gestora de home care, complementa: "São aplicados procedimentos para que o paciente possa ir para casa e receber os cuidados necessários, tanto em termos de recursos técnicos, como aparelhos, equipamentos de alta complexidade, e respiradores como de remédios com receita médica. E agregado a isso há o trabalho voltado para a humanização, que são os cuidados da enfermagem como um todo, além do acolhimento, conforto e terapias que ajudam a conciliar no tratamento", detalha.

Palestra A morte

é um dia que vale

a pena viver

Dia: 22 de agosto (terça-feira), às 20h

Local: Ciaei - Av. Fábio Roberto Barnabé - Jardim Regina

Ingressos: 1º lote a R$ 60 e segundo lote a R$ 75

Pontos de vendas: Nakayoshi - Av. Itororó, 631, Cidade Nova; Clínica Femina - Rua Ademar de Barros, 53, Centro.

Informações: (19) 98251-3183 (19) 99301-8010


Fonte:


Notícias relevantes: