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Pai de coração: história de dedicação e amor

Dia dos pais

Em homenagem ao Dia dos Pais, a Tribuna preparou duas reportagens especiais que mostram o amor, a dedicação e a generosidade paternas. A primeira delas é a de Edivaldo da Silva, residente no Bairro Jardim Morada do Sol que, junto à esposa Terezinha A. Barbosa, adotaram três crianças em espaços de tempo diferentes.

O primeiro a chegar foi Admilson F. de Paula, que na época tinha 11 anos de idade, e agora está com 40. O segundo foi Willian Rodrigo Leopoldino, adotado pelo casal com apenas um mês de vida, e que atualmente tem 25 anos. O mais novo é Pedro Henrique Moreira, que também chegou ainda bebê à família de Edivaldo. Ele é uma criança especial de 13 anos. O pai adotivo descreve o menino como sendo adorável e diz também que conversar com ele é maravilhoso. "É um aprendizado para a gente", fala Edivaldo, mostrando uma pequena lembrança feita por Pedro Henrique, na escola, em homenagem ao Dia dos Pais.

Muitos casais adotam crianças por não poderem ter filhos biológicos, mas esse não foi o caso do casal, que gerou Luana Priscila B. da Silva, 30 anos; Danilo Fernando B. da Silva, 29 anos e Carlos Eduardo B. da Silva, 40 anos. Os filhos biológicos e adotivos tornaram a família feliz e numerosa, segundo Edivaldo. "Nunca fizemos distinção entre eles e a aceitação entre todos é plena, o convívio não poderia ser melhor", reforça.

Sobre a chance de que a vida lhe deu de ser pai biológico e adotivo, Edvaldo revela que isso o tornou melhor como pessoa. "É uma das maiores emoções ver todos eles vivendo em harmonia", resume. Ele comenta ainda que só não adota mais crianças devido às condições econômicas e à idade. "Se for para eu pegar e deixar sofrer, então eu não pego. Já apareceu, mas a idade já não ajuda mais", argumenta.

Terezinha acrescenta que gostaria de ser mais jovem e ter condições, assim abriria um espaço para cuidar de crianças. "Nós só temos esta casa, então não temos condições de fazer além do que já fizemos", diz ela. "Ainda bem que pudemos sempre contar com o apoio e generosidade de familiares e amigos", aponta.

Dificuldades

Uma das situações mais difíceis vivida pelos cônjuges foi quando sua filha esteve internada em Campinas, ocasião em que chegou Pedro Henrique. Ele tinha apenas um mês de vida e estava muito debilitado, com pouco mais de um quilo. "A mãe dele nos entregou ele aqui na porta de casa, e não podíamos acompanhar; fui ao mercado, peguei uma lata de leite e uma mamadeira e entreguei para uma sobrinha e falei: 'agora é com você', e fomos para o hospital. Quando chegamos, nem parecia a mesma criança - já tinha de tudo, até berço, toda a vizinhança ajudou", lembra Edivaldo.

Certa vez, foi solicitado ao casal que recebesse uma criança por um fim de semana; contudo, após três meses distante o pequeno sentiu falta do lar que o acolheu; e por fim, o sentimento de amor falou mais alto e o casal foi em busca de obter a guarda da criança, que já não conseguia mais ficar distante dos novos pais, assim como eles já não viam a casa sem o novo filho.

"Quando ele veio passar o fim de semana, a situação dele não era muito boa, e eu não deixei mais levar; o coração falou mais alto e hoje ele está aí já faz 20 anos", diz Edivaldo, com brilho no olhar.

Após várias experiências e dificuldades superadas, Edivaldo e Terezinha deixam uma mensagem aos leitores da Tribuna: "Aqueles que não conseguem ter filhos eu aconselho a adoção; não tem diferença, é um amor igual aos dos filhos biológicos, não tem explicação".


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