Indaiatuba

Impasse entre prefeitura e VB prejudica entrega de 20 ônibus

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O Grupo VB Transportes deveria ter colocado em circulação 20 ônibus zero quilômetro em Indaiatuba, nos dias 1, 2 e 3 de agosto, porém, a empresa alega aguardar uma posição da prefeitura sobre a rescisão do contrato, para só depois os ônibus começarem a circular no município. Os novos ônibus, de cor laranja e cinza, levam o nome de Citi, e segundo o diretor de comunicação do Grupo VB, Paulo Bardal, eles estão prontos e parados no estacionamento da empresa Marcopolo.

A Tribuna conversou com Bardal na segunda-feira, dia 7, sobre a entrega dos ônibus e sobre a rescisão do contrato com a prefeitura de Indaiatuba. Bardal afirmou que os veículos estão prontos e que não foram notificados sobre a rescisão. "Não fomos notificados e a empresa continua trabalhando. Os 20 ônibus, que é um compromisso com a população de Indaiatuba, estão pontos desde a 1ª quinzena de julho. Eles estão no estacionamento da empresa Marcopolo, no Rio de Janeiro, e aguardamos contato do prefeito de Indaiatuba para colocar eles na linha", disse."Não conseguimos responder quando eles vão entrar em circulação, dependemos do prefeito e não conseguimos contato com ele", alega.

Na quinta-feira, dia 10, a reportagem foi recebida pelo prefeito Nilson Gaspar (PMDB) e pelo Procurador Municipal Sérgio Henrique Dias, que falaram sobre o assunto.

Sérgio explicou que a empresa já foi notificada e agora aguarda a defesa da mesma. "Houve abertura do processo administrativo para constatação de irregularidades, foram apontadas várias falhas técnicas, foi dado prazo de defesa para eles e apresentaram defesa. Estamos devolvendo as respostas a eles porque as irregularidades não foram sanadas e, consequentemente, isso leva ao processo chamada caducidade, que é a rescisão contratual de concessão. Agora, para não atropelarmos fases, a empresa está notificada e eles têm um prazo de 15 dias para que apresente novamente a defesa. O caminho natural é a rescisão do contrato. Se houver mudança na situação, vamos decidir pela rescisão ou não do contrato, mas provavelmente terá rescisão porque a situações são graves no apontamento técnico, que foram levantados desde o início do ano e não foram sanadas até a presente data, e não tem como sanar em um curto período de tempo", explica.

Gaspar afirma que "tudo será analisado, mas, hoje, o caminho é caducidade", afirma. "Na verdade, eles têm que cumprir o contrato e atender as exigências, não vir falar comigo, não tem mais o que falar, já dei oportunidades, sempre estive aberto a tentar resolver o problema, mas foi se arrastando e não posso mais como castigar a população", enfatiza o prefeito.

Sobre os 20 ônibus que eram para estar em circulação, Gaspar ressalta que ele não tem autoridade em cima desses veículos e isso não depende dele. "Eu não sou o dono da empresa, ele coloca os ônibus quando bem entender. Já devia ter posto, aliás, ele tinha prometido esses ônibus pra mim em maio, estamos indo para setembro. Agora, os ônibus ficaram prontos, não coloca porque não quer. Se ele colocar é melhor para ele, menos manutenção, transporte melhor, os motoristas vão ficar mais contente, é benefício para empresa e para o usuário, não depende do prefeito isso e o processo não impede a circulação desses veículos", ressalta.

Dias explica que o processo é independente desses 20 ônibus. "São outras falhas que a empresa cometeu e levou a esta caducidade. É o não pagamento de multas, débito com o município, atrasos em linhas, quebradeira constante de ônibus, manutenção precária, pneu careca, furo de linha, tem muita irregularidade. Mas não é de agora, vem de um tempo e foi dada oportunidade de ele sanar essas pendencias e não sanou nada até agora", diz. "A empresa não cumpre contato com a prefeitura, com os funcionários e nem com a população, está falhando em varias frentes", acrescenta.

Caso a empresa saia, uma nova empresa deve ser instalada definitivamente em oito meses. "Temos duas situações, a rescisão em si que é provavelmente concreta por conta das falhas insanáveis até o presente momento, e a busca por uma nova empresa provisória para que o cidadão não tenha prejuízo no transporte coletivo. Temos que ter bastante cuidado para que o cidadão não seja prejudicado até que se faça uma nova licitação e definitivamente coloque uma nova empresa, esse processo demanda um prazo por questão técnica de apuração, são no mínimo 60 dias para operar uma nova empresa no caso da rescisão, e mais 180 dias para concluir o processo licitatório e vir uma empresa de fato", explica.


Fonte:


VB

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