Indaiatuba

Inadimplência cai 5,75% no primeiro semestre deste ano

O número de inadimplentes em Indaiatuba caiu em comparação ao ano passado. Os dados são da Associação Comercial Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai) e apontam redução de 5,75% na comparação entre os períodos de janeiro a julho de 2016 e 2017. No ano passado, o comércio registrava 21.804 devedores e este ano, o número caiu para 20.549 inadimplentes.

Já segundo a Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acici), a inadimplência na Região Metropolitana de Campinas (RMC) apresentou uma redução de 16,98% em relação a junho de 2017, e uma expansão de 6,99% em relação a julho de 2016. Esses dados totalizaram 920.060 pessoas inadimplentes na região em julho passado, representando cerca de R$ 662,4 milhões, um percentual de 6,89% a mais que o total de consumidores de janeiro a julho de 2016, que apresentou um endividamento de R$ 619,7 milhões (878.962 pessoas).

No acumulado do ano - janeiro a julho de 2017 - as vendas recuaram 1,27% frente ao mesmo período de janeiro a julho de 2016, mostrando que as reduções estão abaixo das reduções anteriores. Segundo a Acic, as vendas do comércio varejista da região apresentaram uma redução de 3,60% em relação a julho de 2016, mas superou em 2,55% as vendas de junho de 2017 passado.

Julho é mês de férias escolares, com movimentação mais intensa em viagens e turismo, que é o segmento de maior procura, sendo que, na estação de inverno, o comércio ativa também o segmento de vestuário, calçados e da linha mole (cama, mesa e banho). "Frente à crise econômica e política que vive o país, o consumidor tem comprado menos a prazo e mais à vista", afirma a entidade.

Laerte Martins, economista e diretor da Acic, revela que a previsão para o segundo semestre, diante da atual crise política e econômica que o país atravessa, continua sendo de incertezas e desconfiança, principalmente pela elevada taxa de desemprego de 13,3% que assola o país. "A preocupação maior passa a ser a recuperação no nível de emprego e renda, das reformas trabalhista e previdenciária, e dos juros e câmbio, que estão atrelados à inflação, que deverá retornar ao nível da meta que é 4,50%, frente ao elevado déficit público que pode desestruturar a economia - se não for combatido, e mantido, no mínimo nos R$ 139 bilhões atuais", explica.

Pessoa Jurídica

De acordo com o indicador de inadimplência de pessoa jurídica calculado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), o crescimento do número de pessoas jurídicas inadimplentes no país mostrou perda de força ao longo de todo o ano de 2016 e segue apresentando a mesma tendência também em 2017. No último mês de julho, comparado a igual período de 2016, houve uma alta de 3,31% na quantidade de empresas negativadas - em julho de 2016 a variação havia sido de 8,65%. Na comparação mensal entre julho e junho, a variação foi de 0,08%.

Os dados regionais mostram que o Sudeste aparece liderando o crescimento do número de empresas inadimplentes. Na comparação de julho com o mesmo mês do ano anterior, o número de pessoas jurídicas negativadas na região cresceu 3,79%, a maior alta entre as regiões.


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