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Espuma no lago do Córrego Barnabé chama a atenção

Na edição da Tribuna do último sábado, foi abordada a situação das águas dos lagos do Parque Ecológico, assim como do Parque das Frutas, no Jardim São Lourenço. Ambos apresentam assoreamento e grande quantidade de mato.

Além de estar assoreado, o lago do Parque Ecológico, que fica próximo ao estacionamento, também apresenta mau cheiro; de acordo com frequentadores do local, o odor é característico de esgoto. No caso do Parque das Frutas, a prefeitura foi questionada e respondeu que, em poucos dias, deverá iniciar obras de desassoreamento no local.

Todavia, esta semana os frequentadores do Parque Ecológico procuraram a Tribuna para relatar ainda a presença de espuma no espelho d'água do Parque Ecológico. Não é a primeira vez que chegam reclamações sobre a qualidade das águas do Córrego Barnabé. Mais uma vez, a prefeitura e o Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae) foram questionados sobre os problemas que acometem as águas do córrego. A assessoria da autarquia explicou que esteve no local, coletou e fez a análise da água e, de acordo com o relatório, o PH e o oxigênio estavam dentro da normalidade. A equipe do Saae acredita que o produto tenha chegado pela galeria de águas pluviais e, em pouco tempo, a própria correnteza do córrego dissipou o material.

Conforme a assessoria da prefeitura, o Saae tem feito campanhas constantes e já está planejando uma nova ação para conscientizar a população sobre o perigo em descartar produtos químicos na rede de esgoto. A autarquia reforça seu pedido de colaboração à população para evitar novas situações como esta.

Nesses casos, os técnicos esclarecem que acontece de a água de lavagem de piscinas e calçadas escoarem para as galerias de águas pluviais e chegarem até o córrego, causando o acúmulo de espuma. Esses resíduos podem se fixar nas paredes das galerias e um grande volume de água acaba desprendendo o produto. Uma das ações utilizadas pelo Saae é o emprego do caminhão hidrojato, que dispara um jato de água para diluir o resíduo.

Sobre o assoreamento do lago, a assessoria do Saae esclarece que não era para estar dessa forma, já que o trabalho de limpeza foi realizado há dois anos. A autarquia emenda que, quando foi feito o desassoreamento, o lago foi aprofundado em cerca de três metros e, geralmente, leva aproximadamente dez anos para assorear novamente.

Na Estação de Tratamento de Água (ETA) 5, que fica no Jardim Morada do Sol, existe uma sonda que monitora a qualidade da água e, assim que é detectado alguma anormalidade o alarme na ETA 1 (Vila Avaí), ela é acionada e a captação de água é interrompida imediatamente. Quando são detectados PH e oxigênio baixos, as sondas alertam e toda a captação é suspensa.

A assessoria do Saae destaca ainda que a autarquia possui um laboratório de monitoramento de água bruta, que conta com sondas que apresentam o resultado; o acompanhamento é feito diariamente nos mananciais do município.

(Luciano Rodrigues)


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