Indaiatuba

Greve dos Correios afeta apenas distribuição

Na última quarta-feira, os funcionários dos Correios iniciaram greve em 20 estados e no Distrito Federal. De acordo com a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios (Fentect), que abrange 31 sindicatos em todo o Brasil, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências.

No interior de São Paulo, conforme a assessoria dos Correios, o correspondente a 93% do efetivo permaneceram trabalhando (10,4 mil colaboradores). A empresa informou também que a paralisação parcial foi iniciada por alguns sindicatos da categoria, e não afetou os serviços de atendimento; até ontem, todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram ao movimento, estavam abertas e com todos os serviços disponíveis.

Nesses locais (que incluem Indaiatuba e Campinas), a empresa já colocou em prática seu Plano de Continuidade de Negócios para minimizar os impactos à população. Os Correios informam que o movimento permaneceu concentrado na área de distribuição.

Um levantamento parcial realizado na quarta-feira mostrou que 93,17% do efetivo estavam presentes e trabalhando (101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença). Já na manhã de ontem, havia 91,3% nos postos (99,1 mil trabalhadores).

A assessoria dos Correios completou dizendo que as negociações com os sindicatos que não aderiram à paralisação seguiram sendo realizadas esta semana. A empresa reforçou sua disposição em negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação.

Descontentamento

Para a Fentect, os principais motivos da greve incluem o fechamento de agências, a pressão para adesões ao plano de demissão voluntária, ameaças de privatização e de demissão, falta de concurso público.

Na tarde de ontem, os Correios e a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) chegaram a uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho para o biênio 2017/2018.

A proposta que será levada para as assembleias da Findect é a manutenção do ACT 2016/2017, com reajuste de 3% nos salários e benefícios a partir do mês de janeiro de 2018. Os Correios aguardam o resultado dessas assembleias e confiam no bom senso dos trabalhadores para fechar o acordo coletivo.


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