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Moradores de condomínio no Campo Bonito questionam taxa

Imbróglio

Os moradores do conjunto habitacional Pinnus, no Parque Campo Bonito, procuraram a Tribuna para relatar a cobrança indevida da taxa de condomínio. De acordo com eles, o valor extra cobrado pela administradora é irregular e abusivo.

"Em setembro foi feita a mesma cobrança que veio no boleto referente ao mês de julho de 2017, e que foi pago em agosto", explica a moradora Vera Lúcia de Moraes. "Eles estão cobrando da gente o valor de um condomínio a mais", completa.

A moradora e ex-integrante do conselho fala também que, em uma assembleia, a justificativa era a de que se tratava de taxa de implantação, que não havia sido cobrada no início do condomínio (janeiro de 2016). "Já na outra reunião eles disseram que a taxa extra era referente ao pagamento de julho deste ano, que ficou em aberto; mas isso não procede, porque nós pagamos", reforça Vera.

A moradora chegou a fazer um abaixo-assinado e passou para os moradores do Pinnus, pedindo a eles que questionem o valor extra. "Sei de algumas pessoas que não pagaram, pois não concordam com isso", afirma.

Keithe D. Carretero, que foi síndica do condomínio até abril deste ano, também contesta a cobrança, e diz que o índice de inadimplência é alto. "Na época em que eu era síndica a administradora era a VJ e nós tínhamos uma relação de transparência total; nunca ocorreu um fato desses antes", reitera.

O condomínio Pinnus possui 192 apartamentos e conta com cerca de 500 moradores. "O novo síndico, Elzo, foi eleito em abril e fez a contratação da nova administradora, a Neves, sem consultar ninguém. Agora, os moradores também não conseguem acesso aos livros contábeis. Durante minha gestão, reuniões mensais de prestação de contas eram feitas, o que não acontece mais", comenta Keithe.

Segundo a antiga síndica, a confusão começou por conta de um erro administrativo cometido nos boletos de cobrança do condomínio. "Acontece que em janeiro de 2016, o boleto de fevereiro veio como competência de janeiro, e assim por diante. Isso foi um erro da Caixa lá atrás, para o projeto Minha Casa Minha Vida; então, não é só o Pinnus que vai ter de pagar, já que não há erro de boleto - foi só uma referência", explica.

"Volto a dizer que não tem boleto faltando, nem pagamento em aberto; foi só erro administrativo", repete Keithe. Deixei o condomínio com quase R$ 7 mil em caixa, com todas as contas em dia. Inclusive, pouco antes de eu sair, com o dinheiro que entrou nós pagamos o porteiro", revela.

Erro administrativo

Vera Lúcia lembra que a administradora fica com 10% do que entra no condomínio. "Se eles cobrassem um preço fechado como as outras, não inventaria esta taxa extra", critica.

Ela declara ainda que chegou a procurar um antigo intermediador da administradora e obteve dele a orientação: "(...)sobre a taxa de implantação, não foi feita (não lembra o motivo), e nada no programa obriga que isso seja feito; o erro foi da VJ (antiga administradora) e os condôminos pagaram em fevereiro a taxa de janeiro; no boleto recebido, ao invés de estar escrito competência janeiro, deveria ser competência fevereiro; mas, não houve erro financeiro ali, algo específico, apenas administrativo; a ideia de que o condomínio está quebrado porque não houve taxa de implantação é incorreta; além do que, a implantação serve apenas para início de caixa (...)".

"Todos pegaram o boleto do apartamento; se tivesse mesmo essa taxa, seriam dois boletos", replica Vera. Uma moradora, que prefere não ter seu nome divulgado, disse à reportagem que recebeu cobrança de meses em que ela ainda não morava no condomínio. "O valor saltou de R$ 148 para R$ 199,50, e incluíram coisas que não existiam", alega.

Laís C. Pereira lembra que foi justificada uma parcela em aberto de janeiro de 2016. "Mas me mudei em fevereiro do ano passado; e agora o síndico veio dizer sobre a parcela em atraso de julho de 2017. Eu só paguei a taxa de setembro porque fiquei com receio de não conseguir pegar o contrato", relata.


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