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Síndico fala que assumiu sem dinheiro em caixa

Imbróglio

Em entrevista à Tribuna, o síndico Elzo Martins de Azevedo desabafa que não queria assumir o cargo. "Foi a própria Vera Lúcia que me indicou, porque ela queria que a Keithe saísse. Então, como moro aqui e vejo as lutas de todos, acabei aceitando", destaca.
"Quando assumi, peguei muita coisa crítica; não tínhamos dinheiro em caixa e tudo estava largado. Chegamos a fazer assembleia para explicar a situação: havia dívidas de R$ 24 mil e havia no caixa somente R$ 4,5 mil. Depois disso, 80% das pessoas concordaram que deveríamos resolver a situação e concordaram em pagar a taxa extra", revela Elzo.
"As pessoas devem pensar que, quando pagavam aluguel, eram responsáveis por todas as despesas da casa, e aqui não é diferente, pois as dificuldades e benefícios são divididos entre todos; a partir do momento em que a pessoa é beneficiada pelo projeto habitacional, deve ter em mente que existe o compromisso de arcar com todos os gastos", reflete o síndico.
O representante da administradora Neves, por sua vez, falou à reportagem que, após assumir o condomínio, há cerca de um mês, constatou muitas irregularidades, entre as quais falta de contratos de prestações de serviços.
"Identificamos que não estava sendo cobrada a mensalidade em seu mês de competência (conforme convenção do condomínio, artigo 52); a taxa de condomínio visa propiciar capital de giro, aquisição de materiais e serviços básicos para o funcionamento do condomínio", cita o representante da Neves, que não autoriza a divulgação de seu nome.
Quanto à taxa extra, o administrador esclareceu que são quatro parcelas de R$ 37, a partir de setembro (para não cobrar os R$ 148 de uma só vez). "Desde o mês 8, os boletos passaram a ser emitidos no mesmo mês de competência; mas, o mês 7 ficou em aberto, por isso, a taxa extra. E todos concordaram com isso em assembleia", reforça.
O administrador adiantou que uma reunião será realizada junto com os moradores e a Secretaria de Habitação no próximo dia 4 de outubro. Já as representantes dos condôminos afirmaram que procuraram a Justiça e devem ter uma resposta depois de amanhã. "Estamos fazendo tudo certo, dentro da lei. Apenas queremos fazer valer nossos direitos", resume Keithe.


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