Indaiatuba

Citi divulga recibos de pagamento de débitos

Imbróglio

Na última quarta-feira, a Rápido Sumaré, responsável pelo transporte público de Indaiatuba, divulgou recibos de pagamento de débitos. O motivo da declaração foi negar informação da Prefeitura de que a empresa estaria devendo RS 1.690.500 aos cofres municipais.

A Companhia de Transportes de Indaiatuba (Citi), nome fantasia da concessionária, que teve o contrato de prestação de serviço de transporte cancelado pela Prefeitura recentemente, diz em seu comunicado que o valor citado seria referente às multas administrativas decorrentes da concessão.

No texto divulgado, a comunicação da operadora lembra as informações postadas no site da Prefeitura, publicados nos dias 27 de julho e 5 de outubro deste ano; ali, o governo municipal garante que nenhuma multa foi paga, totalizando uma dívida (ativa) de R$ 842,5 mil. No comunicado enviado à imprensa, a concessionária ressalta: "A Citi, por ver seu nome relacionado a informações que não condizem com a realidade, entendeu ser importante trazer aos munícipes de Indaiatuba a real situação deste e outros fatos que serão esclarecidos nos próximos dias".

O conteúdo também esclarece: "Inicialmente, a Citi ressalta que o valor mencionado pela Prefeitura é dividido em dois montantes. O primeiro, relacionado ao valor de R$ 842,5 mil; e o segundo é de R$ 848 mil, que não pode ser considerado como dívida propriamente dita, perante a Prefeitura de Indaiatuba, uma vez que seu valor ou legalidade, entre outros, ainda estão em fase de discussão em sede administrativa, passível de análise judicial".

Já em relação ao total de R4 842,5 mil, a Rápido Sumaré confirma que realizou renegociação dos débitos inscritos na dívida ativa, pela então Viação Indaiatubana, e que quitou duas parcelas dessa renegociação: "(...) a primeira em 28 de julho deste ano, no valor de R$ 96.401,64; e a segunda, em 6 de setembro, no valor de R$ 97.558,46".

Estranhamento

O diretor de comunicação da Citi, Paulo Barddal, apontou ainda para o pagamento da primeira parcela do Refis, efetuado no dia 18 de setembro. "Isso ocorreu após o acordo de novo parcelamento, em 12 vezes iguais, firmado entre a Viação Indaiatubana e a Prefeitura, no total de R$ 67.877,17. Ou seja, se forem somadas as três parcelas pagas (as duas da renegociação de débitos e a primeira do Refis), a Viação Indaiatubana já quitou R$ 261.837,27 do total", salientou.

"E como o Refis está sendo pago pela Viação Indaiatubana, não conseguimos entender o porquê de se continuar a divulgar essas, entre tantas outras informações inverídicas. As multas que não estão inclusas na dívida ativa são passíveis de recursos", completou Barddal.

O diretor da Citi menciona também o estranhamento da operadora diante do release nº 609 da Prefeitura, de 27 de julho. "Ali diz que o ato de rescisão contratual foi motivado por inadimplência e descumprimento de cláusulas contratuais. Inclusive, a Citi solicitou cópias dos comprovantes dos referidos pagamentos feitos pela Viação Indaiatubana para que possa adotar as providências cabíveis em sua defesa, caso seja necessário. A Citi, sempre que foi indagada pela imprensa local, afirmou que o contrato estava sendo cumprido", argumentou.

Por fim, as declarações da Citi reiteram que o "pleno adimplemento contratual se comprova, haja vista que, hoje, é inegável que a cidade tem uma das frotas mais novas de toda a Região Metropolitana de Campinas (RMC). Foram investidos, até agora, mais de R$ 12 milhões na substituição e renovação da frota, treinamento de motoristas e cobradores, implantação da Rede Credenciada Citi, reforma e implantação de novos abrigos".


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