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Gás de cozinha está 12,9% mais caro desde a última quarta-feira

Reajuste

Na semana passada foi anunciado um novo aumento no preço do botijão de gás. Desta vez, o percentual foi alto e chegou a 12,9%, e passou a valer na última quarta-feira, dia 11. O anúncio do reajuste foi divulgado pela Petrobras, através do Grupo Executivo de Mercado e Preços (Gemp).

A alta no produto, essencial para a população, irá impactar especialmente no orçamento de quem trabalha no ramo da alimentação. "Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come. Por um lado, você tenta economizar no gás utilizando forno elétrico, mas, o preço da energia também está lá em cima. O povo não tem para onde recorrer; a conta sobra pra gente mesmo", desabafa Luzia M. Paulino, dona de uma pequena empresa de produção de salgados.

"Fico pensando nas famílias onde a comida é feita para muitas pessoas. Também conheço gente que faz questão de alimento fresco todos os dias, como minha ex-patroa, por exemplo - ela não comia arroz ou feijão do dia anterior de jeito nenhum; era um botijão a cada 20 dias", comenta a cozinheira Vânia A. S. Peres.

Luzia também fala do prejuízo com o qual terá de arcar. "Eu não posso cobrar nem R$ 1 a mais, senão o cliente não quer pagar. Está difícil para todo mundo, mas se formos repassar o aumento total, com certeza a perda será grande", lamenta.

Este não foi o único reajuste em 2017, já que a Petrobras anunciou aumento no final de setembro. Segundo a estatal, a nova alteração não se aplica ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), destinado ao uso industrial e comercial. A empresa também salientou que o reajuste diz respeito à variação das cotações do produto no mercado internacional.

Em nota, a estatal divulgou que o ajuste foi aplicado sobre valores sem incidência de tributos. Se repassado integralmente ao consumidor, a Petrobras estima que o preço do botijão aumenta, em média, 5,1% (ou cerca de R$ 3 por unidade, caso sejam mantidas as margens de distribuição e revenda e as alíquotas de tributos).

Efeito cascata

Em reportagem anterior da Tribuna, foi divulgada declaração do presidente da Associação Brasileira das Revendedoras de Gás LP (Abragás), José Luiz Rocha. Ele disse na época que o peso no bolso do consumidor é causado pela nova política de preços da Petrobras. "O aumento afeta as distribuidoras, que fazem o repasse para os revendedores, que reajustam o preço final. É um efeito em cascata."

Além dos autônomos, os consumidores que fazem refeições fora de casa também devem sentir o impacto do aumento no gás. "Os preços de comida por quilo já tiveram reajuste antes mesmo do anúncio do aumento do gás", lembra a assistente comercial, Alessandra M. Martim. "A empresa em que trabalho fez um levantamento de alguns restaurantes, pois considera o preço do fornecedor atual um pouco alto. Com o custo maior dos botijões, isso deve piorar", prevê.

"Há menos de um mês eu pagava R$ 56 no botijão e, já na quarta-feira, tive de desembolsar R$ 70", critica a aposentada Aparecida B. Lanci. "Até o final do ano, o valor vai saltar para R$ 100", emenda.


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