Indaiatuba

Horário de verão deve gerar economia de 6,5 mil megawatts

Iniciativa

A partir da meia-noite de 15 de outubro (de sábado para domingo), terá início o horário brasileiro de verão. De acordo com estimativas da CPFL Piratininga, a economia em sua área de concessão (que inclui Indaiatuba) será de 6,5 mil megawatts (MWh). O total equivale ao abastecimento de 2,7 mil famílias por um ano, com consumo mensal de 200 (quilowatts) (kWh).

O novo horário de verão terá duração de 126 dias nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Distrito Federal, com término à zero hora do dia 18 de fevereiro de 2018. Ao melhorar o aproveitamento da luz natural pela população, a iniciativa tem como principais objetivos reduzir o consumo de energia e diminuir a demanda no horário de pico, das 18 às 21 horas, explica o Diretor de Operações da Distribuição da CPFL Energia, Thiago Guth.

"Normalmente, as pessoas começam a chegar em suas casas a partir das seis da tarde, sendo que uma das primeiras ações é acender a luz. Na mesma hora, entram em operação a iluminação pública e os luminosos comerciais. No período do horário de verão, com o adiamento dos relógios em uma hora, as cargas das residências e de iluminação pública passam a operarapós as 19 horas, quando o consumo industrial já está reduzindo", acrescenta o executivo.

Dessa forma, além da economia no consumo de energia, outro ganho está em diminuir os riscos de sobrecarga no sistema elétrico no horário de pico de consumo. No período de pico, há expectativa de uma redução de 1,5% na demanda de energia, o que contribui para reduzir a geração das termelétricas (mais caras e poluentes).

Conforme a CPFL, a quantidade de energia economizada seria suficiente para atender uma cidade do porte de Sorocaba ou Santos durante um dia; ou Itu, por três dias.

Territorial

Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), o horário de verão visa a redução da demanda máxima do Sistema Interligado Nacional no período de ponta, ou seja, quando mais pessoas, empresas e indústrias estão utilizando a energia elétrica. Isso é possível porque a parcela de carga de iluminação passa a ser acionada mais tarde do que normalmente seria, motivada pelo adiantamento do horário.

A medida foi adotada pela primeira vez no Brasil em 1931, mas ocorre de forma consecutiva há 28 anos. Excetuando-se os estados do Norte e Nordeste, todos os estados adotam a medida. O decreto nº 6.558 (dezembro de 2008) estabelece os padrões para as futuras horas de verão em parte do território nacional.


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