Indaiatuba

Transporte Público é avaliado pela população

Há pouco mais de um mês, a Rápido Sumaré, do Grupo VB Transportes, colocou em circulação na cidade 20 novos ônibus, além da nova logomarca e nome da empresa que presta serviços de transporte público ao município. De acordo com a assessoria de comunicação da empresa, foram investidos mais de R$ 7 milhões na aquisição da frota zero quilômetro.

Mesmo com a declaração de caducidade e rompimento do contrato de concessão dos serviços, por parte da prefeitura, a empresa ainda continua com ônibus circulando pela cidade. A decisão foi tomada com base em parecer jurídico, após análise técnica do documento de caducidade. Sendo assim, ficou previsto que em dezembro a administração pública reassume o serviço, tendo então 30 dias para contratar nova empresa que deverá permanecer por 180 dias, prazo em que o processo de uma nova licitação deverá ser concluído.

Com todo esse imbróglio, a Tribuna foi às ruas para questionar a população: e então, melhorou ou não a prestação de serviços de transporte público na cidade? A reportagem esteve no ponto da Praça Dom Pedro, onde falou com algumas pessoas. Demis Aparecido Abílio, que faz uso constante do transporte, disse que os serviços tiveram uma melhora muito grande. Como não poderia ser diferente, ele conta que as viagens se tornaram mais confortáveis e até mais rápidas, por causa do estado de novo dos coletivos. Segundo ele, antes as viagens se tornavam cansativas, devido ao barulho que os antigos ônibus faziam. Em uma breve comparação com os ônibus antigos, Demis afirma que terminaram os problemas com paradas por motivo de defeito, na linha que ele utiliza.

A vendedora Flávia Dias, que reside no Morada do Sol e trabalha no Centro, também apontou melhora na qualidade dos ônibus. Disse que nunca teve problemas de atraso na linha que utiliza para ir ao trabalho. A dona de casa Célia Oliveira, que reside no Bairro Veredas da Conquista há três anos, disse que o serviço no seu bairro também melhorou depois que a empresa assumiu e colocou novos ônibus na frota. Ela - que precisa ir ao centro da cidade várias vezes por semana - lembra que, às vezes, acontecem alguns atrasos nos horários, mas são espaços de tempo pequenos e que não chegam a atrapalhar seus compromissos. "Às vezes atrasa na chegada ou na saída, mas a gente sabe que é normal um pequeno atraso, às vezes não é culpa do motorista. No fim, dá tempo de resolver o que é preciso", comenta.

Campo Bonito

Na manhã da quinta-feira, dia 12, a reportagem da Tribuna se deslocou até o Campo Bonito, para saber como está a linha até o bairro. O embarque aconteceu às 10h35 na Praça Dom Pedro, chegando ao ponto final do bairro às 11h03. A viagem foi rápida, sem problema algum. Alguns moradores do bairro, que pediram para não serem identificados, disseram que o local está bem atendido pelo transporte e que, depois da mudança, com os novos ônibus, o serviço melhorou e a oferta está maior. Alguns também mencionaram pequenos atrasos na linha, mas deixaram claro que isso é normal no dia-a-dia.

O horário de pico no bairro, que contempla as primeiras horas e o fim do dia, melhorou em comparação ao período em que a população se mudou para o bairro. A diarista Eliana Aparecida Pereira lembra que, no início, a situação era pior. Já o aposentado Antônio, que pediu para não ter seu sobrenome identificado, conta que depois que a empresa colocou os ônibus articulados que transportam em média 120 passageiros, sendo 60 sentados e 60 em pé, ficou ainda melhor. "Em comparação ao que era antes agora está bem melhor. Nesses horários os coletivos lotam, mas mesmo com esses inconvenientes houve sim uma melhora em relação ao que era antes", aponta.

Para a diarista Fátima Gonsalves, apesar da distância o bairro está sendo bem assistido pelo transporte público e a viagem não é tão longa como muitas pessoas consideram. Afirmou ainda que os novos ônibus e os articulados melhoraram a qualidade da viagem. Ela chama a atenção ainda para a cobertura dos pontos de ônibus, pois com o forte calor que faz na cidade, às vezes fica insuportável se abrigar no local. Fato constatado pela reportagem, que permaneceu no ponto das 11h03 até 11h30, horário em que o coletivo saiu rumo à região central, com horário de chegada a Praça Dom Pedro às 12h06.

João Pioli

O terminal no bairro João Pioli também foi visitado pela reportagem. Lá foi constatado que, assim como na Praça Dom Pedro, as chegadas e partidas cumprem os horários registados nos painéis informativos. Em conversa com a reportagem, a cuidadora de idosos Sibele P. Ventura, que reside em Indaiatuba há mais de 20 anos, disse que não percebeu mudanças e que continua a mesma coisa. Salienta que atrasos ainda acontecem e que já ficou à espera do coletivo por quase uma hora. De acordo com ela, a condição dos ônibus que atendem o terminal continuam as mesmas, no entanto, no momento em que a reportagem esteve no local, um ônibus novo fez parada no terminal e depois seguiu seu itinerário. Sibele questionou a falta de ar condicionado nos coletivos e disse que seria necessário, por causa do calor de Indaiatuba.

Outra observação de Sibele e do comerciante João Antônio foi sobre o tratamento que cobradores e motoristas dão às pessoas. Sibele disse que já presenciou comentários desrespeitosos sobre idosos que, por causa da idade, andam curtas distâncias nos coletivos. "Eles dizem que os idosos são preguiçosos ou folgados. Os idosos têm direitos, trabalharam uma vida toda, estão cansados, muitas vezes com problemas de saúde. Aí a gente vê esse tipo de situação e imagina que amanhã poderão falar assim de nós, de um parente", reclama Sibele.

Saídas rápidas, passagem bruscas por lombadas e buracos também são motivos de reclamação. João Antônio comenta que isso é falta de respeito com os passageiros, principalmente com idosos e mães com crianças. "É preciso um pouco mais de respeito e atenção, mas aos poucos está melhorando, está havendo esforços para que os serviços tenham mais qualidade, isso a gente está percebendo", conclui o comerciante.


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