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Gás de cozinha tem novo reajuste de 4,5%

Um novo aumento do GLP residencial (gás de cozinha) foi anunciado pela Petrobras na semana passada, e passou a valer no último domingo. O reajuste foi de 4,5%, e para os consumidores, o repasse equivale a 2%, ou seja, R$ 1,21.

De acordo com a estatal, o principal motivo do aumento diz respeito à alta das cotações do produto nos mercados internacionais. Além disso, o preço vem sofrendo influência da conjuntura externa e da variação do câmbio.

O novo percentual de reajuste é aplicado sobre os preços praticados nas refinarias, sem a incidência de tributos. Entretanto, o preço para os consumidores pode variar de acordo com cada distribuidora, já que a legislação brasileira garante liberdade de preços para combustíveis e derivados no mercado.

Com a nova política de preços adotada pela Petrobras, o custo do botijão é revisado todos os meses. O último aumento ocorreu no início de outubro e chegou a 12,9%. Assim, a estatal forma o preço final às distribuidoras com média no valor mensal do butano e do propano no mercado europeu, convertida em R$ (Real) pela média diária das cotações do dólar, mais a margem de 5%.

Já na ocasião, o novo preço, que subiu para R$ 70 na maior parte das distribuidoras, preocupou consumidores. "Não sei até quando vou conseguir segurar os preços", questiona-se Antônio S. Vieira, que trabalha na produção de marmitas para empresas.

Ele revela que o custo da marmita hoje sai em torno de R$ 10 a R$ 15. "Depende do tamanho e do tipo de refeição - tem gente que pede mais carne, outros querem maior quantidade de arroz e feijão; mas a mudança no preço é pouca. Mas, agora com mais um aumento no gás, fica complicado. Vou esperar mais um pouco e ver a diferença no custo final", avalia Antônio.

Contas

Leandro J. R. Gomes, funcionário de uma distribuidora na região central, fala que a empresa ainda conta com estoque. "Por enquanto, estamos vendendo com preços entre R$ 63 e R$ 65. Mas, acontece que cada vez que chega nova remessa, o valor é diferente e só ficamos sabendo na hora", relata.

A dona de casa Vanda M. Melo faz salgados para ajudar no orçamento doméstico. Ela diz que o filho fez as contas e concluiu que está mais barato utilizar o forno elétrico do que o do fogão, alimentado pelo gás. "Eu não entendo muito dessas coisas, mas o meu filho pegou o manual do forno elétrico e, pelas informações de consumo, fez as contas e descobriu que ele gasta menos do que usar o fogão; mesmo com a energia elétrica, que também está cara", ressalta.

Em média, os preços do botijão de 13 kg variam entre R$ 65 e R$ 74, dependendo da marca e região (pois as distribuidoras podem acrescentar o custo do frete). "Daqui a uns 15 dias deve vir novo aumento, comenta um distribuidor no Jardim Morada do Sol. O valor deve subir mais uns R$ 4", alerta.


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