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Ministério confirma continuidade da insulina

Saúde

O Ministério da Saúde (MS) garantiu a distribuição normal da insulina em 2018. A informação foi transmitida diretamente da 299ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em Brasília, por Luiz Medeiros, presidente do Conselho Municipal de Saúde (CMS) e conselheiro nacional de saúde.

Segundo ele, a equipe obteve a garantia dos representantes do Ministério, pois houve rumores sobre a possível interrupção do fornecimento do remédio pelo programa Aqui Tem Farmácia Popular. "São 14 milhões de portadores de diabetes no Brasil. Desses, dois milhões fazem uso de insulina só pelo governo federal, e eles necessitam do medicamento para manter a patologia regulada. A descontinuidade da distribuição acarretará um prejuízo muito grande aos usuários", alertou Medeiros.

Antônio Barbosa, representante do Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos do MS, disse que a distribuição de insulina no país está normal. Ele declarou que não sabe de onde surgiu a informação de que a distribuição pelo programa seria interrompida a partir de 2018. "É uma inverdade, queremos é pagar menos por ela", reforçou, referindo-se à insulina distribuída nas unidades de saúde.

André Luiz de Oliveira, representante da Conferência nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e conselheiro nacional, falou que era preciso obter uma posição oficial do MS. "Precisamos dessa posição atestando que a insulina não vai sair da rede; que está sendo monitorada pela Anvisa e não há problema quanto à sua qualidade", reiterou. Ele também salientou que a preocupação do Ministério não poderia ser só com o custo, mas com a qualidade dos produtos.

Já o presidente do CNS, Ronald dos Santos, propôs à Comissão Intersetorial de Ciência, Tecnologia e Assistência Farmacêutica (Cictaf) o debate em torno da PolíticaNacional de Assistência Farmacêutica. "Essa discussão é muito aguda, central e estruturante para o SUS", avaliou.


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