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Remédios ucranianos são alvos de denúncias

Além dos boatos sobre o fim da distribuição da insulina, houve ainda dúvidas quanto ao medicamento importado da Ucrânia. "Soubemos de denúncias de que a insulina NPH (humana recombinante) Ucraniana não é de fato ucraniana", observou Medeiros.

Conforme a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Anad), em 2006, época do governo Lula, o MS fez parceria com a empresa ucraniana Indar, que previa a transferência de tecnologia da insulina humana NPH à Farmanguinhos e a aquisição de 18 milhões de frascos do medicamento. Porém, a parceria não resultou na fabricação de um único frasco de insulina; além disso, a empresa era suspeita de tomar parte em escândalos de corrupção e lavagem de dinheiro na Ucrânia; houve também denúncias sobre irregularidades nos testes clínicos para aprovação dos medicamentos.

A importação das insulinas chegou a ser suspensa pela Anvisa, em 2008, devido a "risco evidente à qualidade, segurança e eficácia dos produtos". Em outubro de 2011, a parceria Brasil - Ucrânia foi renovada; e em 2017, prosseguindo com o acordo, Farmanguinhos, parceiro inicial da Indar, repassou a responsabilidade da produção de insulina para a Bahiafarma.

Todavia, Barbosa destacou que a insulina da Ucrânia é distribuída no Brasil desde 2012 e que, para entrar no país, ela precisa cumprir todos os protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por fim, Ronald dos Santos propôs o monitoramento das questões levantadas sobre a insulina ucraniana. Sobre o medicamento distribuído na Farmácia Popular, ele reivindicou a reafirmação do MS de que a insulina não será retirada do programa.


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