Indaiatuba

Sem acordo, comércio da cidade ficou fechado neste feriado

VAREJO

A maior parte do comércio de Indaiatuba não abriu as portas no feriado da República, conforme determinado na Convenção Coletiva de Trabalho, promovida pelo Sindicato dos Empregados do Comércio de Itu (Secom). Os comerciantes que optaram por abrir e tiveram funcionários trabalhando na data, deverão pagar multa de R$ 500 por trabalhador.

Na edição do início de novembro, a Tribuna divulgou pesquisa do SindiVarejista, sindicato patronal, afirmando que o varejo de Indaiatuba deixa de movimentar R$ 30 milhões este mês, por conta dos dois feriados no calendário.

O presidente do Secom, Luciano A. Ribeiro, esclareceu que o motivo da não assinatura foi o fato de não ter havido acordo na questão salarial. O sindicato dos comerciários pediu aumento de 3,5% para a categoria, além da bonificação de R$ 50 mensais, o que, segundo Ribeiro, não interfere nos encargos trabalhistas.

Ele falou ainda que tenta a negociação salarial junto aos empresários desde julho de 2017, e que a proposta de 1,73% do sindicato patronal é muito baixa. Todavia, o outro feriado do mês já está aí, e nenhuma decisão foi tomada ainda.

Segundo a administração do supermercado São Vicente, as lojas da rede em Indaiatuba permaneceram fechadas. "A direção informou que irá respeitar a Convenção; no último dia 2 nós também não trabalhamos", assegurou o gerente de uma das unidades.

A rede de supermercados Cato também não abriu as lojas no dia 15 de novembro. "Os administradores dos supermercados conversam entre si, mas, como o dissídio dos trabalhadores ainda não foi fechado, a alternativa é a de respeitar a Convenção", comenta Sandro L. Cato. 

Para os supermercados, a abertura das lojas sem os funcionários seria inviável. O proprietário da rede Cato revela que o total da multa iria gerar prejuízo ainda maior. "Reconhecemos que estando fechados deixamos de ganhar, mas o valor da multa é muito alto, o que seria pior", avalia. "E tem ainda a multa do Ministério do Trabalho, que eu agora não sei o valor", completa Sandro.


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