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Após protesto, juíza reconsidera e libera terapia completa à Laurinha

Na edição desta terça-feira, a Tribuna divulgou a campanha em prol de Ana Laura Araújo Souza, bebê que possui atrofia muscular espinhal (AME), e os pais buscam apoio para financiar seu tratamento. Contudo, também na terça, eles promoveram um protesto em frente ao Fórum municipal, para tentar fazer com que a juíza mudasse a decisão de liberar o home care apenas parcialmente.

Há alguns meses, Rodrigo da Silva Souza e Taís de Araújo S. Souza, pais de Laurinha, fizeram o pedido de um home care para a menina, mas a juíza negou. "Ela só autorizou os equipamentos e a dieta, mas os terapeutas não", afirmou Taís.

A mãe da menina falou também que, à época, a juíza considerou o home care solicitado pela família muito caro. "O custo do tratamento da AME é caro mesmo; mas, nós dissemos que aceitamos um modelo mais em conta, e mesmo assim ela não liberou. Por isso, decidimos fazer o protesto no Fórum, para ver se conseguíamos sensibilizar a juíza; e isso acabou acontecendo", comemora.

"Começamos a fazer a manifestação por volta das 13h", narra Taís. "Até, então, não sabíamos do resultado, quando chegamos em casa a advogada nos falou que ela respondeu por volta das 14h, decretando que o convênio pagasse todos os profissionais e os aparelhos que a Laurinha precisa para usar em casa", completa.

Para a família, o movimento na rua do Fórum influenciou na mudança da decisão. "Tínhamos uma quantidade suficiente pra que ela ouvisse a nossa manifestação. Essa foi a segunda instância; sendo que na primeira ela só liberou os aparelhos e não tinha liberado os profissionais. Graças a Deus que agora ela determinou que fosse liberado o home care completo", reforça a mãe.

A sociedade civil tem se organizado para ajudar a família da criança, que se encontra internada no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc). "A Laurinha já teve alta, mas não pode sair justamente porque ainda não temos o home care. Com a nova situação, apenas aguardamos a resposta do convênio, e nossa advogada já entrou em contato com eles. Se houver negativa, faremos outro protesto, desta vez, em frente ao hospital", garante Taís.


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