Indaiatuba

IHESS anuncia encerramento das atividades na cidade

Esta semana, a direção do Instituto Henrique da Silva Semente (IHESS) anunciou o encerramento das atividades. A entidade divulgou ainda a confraternização entre voluntários e assistidos, que será realizada no próximo dia 2, no shopping Jaraguá de Indaiatuba.

Em entrevista à Tribuna, Doraci Aparecida da Silva Semente (Dora) contou que os preparativos para deixar o local atual - cinco salas da unidade 2 da Fundação Indaiatubana de Educação e Cultura (FIEC), no bairro Cidade Nova.

Isso porque, no final de setembro foi anunciada a mudança do local de atendimento do Instituto. As novas instalações sugeridas foram as salas no clube XVI de Janeiro; todavia, a decisão da gestão municipal causou protestos. "O XVI de Janeiro não tem condições de espaço para nossas atividades", declara Dora. "Saímos de uma área com 800 metros quadrados para outra com 250 - tente imaginar como seria isso", exclama a presidente do IHESS.

Atualmente, o Instituto conta com 78 voluntários que atendem a mais de 400 alunos. À época em que a prefeitura divulgou a decisão pela mudança do Instituto, o superintendente da FIEC, João Neto, garantiu que eles iriam para um espaço bem melhor. A prefeitura também afirmou que ofereceu ao IHESS um espaço em local privilegiado, no Parque Ecológico.

Segundo a administração, foram destinadas ao Instituto quatro salas de aula, piscina, academia, salão de festas, quadra e estacionamento, disponíveis após reformas no clube.

"Acontece que, até o momento, nada foi feito no clube em termos de ampliação. Assim, já oficializamos nossa decisão de não aceitar o local sugerido. No dia 2 de dezembro encerramos as atividades; e em janeiro pretendemos repensar o projeto e tentar nova solução", considera Dora.

Ela fala que, no momento, é humanamente impossível ir atrás de alternativas. "Estamos arrasados, mas sou o tipo de pessoa que acredita sempre", argumenta.

Outorga

O IHESS possui 18 anos de existência, e há oito anos utiliza as salas da Fiec, concedidas por meio de lei aprovada em 2010. A entidade conta com 422 alunos, a maioria mulheres e com mais de 60 anos. A outorga do imóvel por parte da Prefeitura duraria vinte anos, mas a lei permite que as salas sejam retomadas antes.

Os cursos são destinados a pessoas a partir dos 45 anos de idade; e muitos aprendem a ler e escrever por meio do Instituto. A instituição oferece, além de alfabetização, inglês, espanhol, informática, fotografia, ginástica funcional, ioga, lian gong, dança circular, matemática (iniciação) e leitura de vida.

Na época em que a mudança foi anunciada, 150 alunos apresentaram uma carta ao presidente da Câmara Municipal, onde se declaravam contra a saída. Eles chegaram a revelar que as salas vão dar espaço a um curso de pós-graduação particular. Todavia, a prefeitura apenas asseverou que serão disponibilizadas para ampliação dos serviços da Fundação.


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