Indaiatuba

Funcionários recebem o 13º, mas os outros direitos, só na Justiça

Os 19 trabalhadores que foram desligados da empresa de fundição e usinagem Ecomechanics fecharam um acordo com o empregador. Segundo Ivonaldo Lima Barbosa, um dos dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, na terça e quarta-feira dessa semana os trabalhadores se reuniram na frente da empresa para reivindicar seus diretos que não foram pagos. "Os trabalhadores aceitaram a proposta deles que era de pagar 50% do 13º salário nessa semana e os outros 50% no dia 25 de janeiro. Já o vale do mês de dezembro e a verba rescisória teremos que entrar com processo, já que a empresa alegou que não tem condições de pagar. Vamos pedir primeiro na justiça a liberação do FGTS para que eles consigam dar entrada no seguro-desemprego, e vamos entrar com processo contra a empresa pedindo o pagamento dos direitos dos ex-colaboradores", explica.

Ivonaldo também explicou que a empresa ainda mantém cerca de 20 funcionários e quem ficou também aceitou proposta da empresa, que é de pagar o restante do 13º no dia 25 de abril. Os colaboradores foram demitidos nos 14 e 15 de dezembro. Na segunda-feira, dia 18, os ex-funcionários se reuniram com o sindicato na porta da empresa, que está localizada no Distrito Industrial Recreio Campestre Joia, em Indaiatuba. A reportagem esteve no local, e os ex-colaboradores relataram a situação em que trabalhavam. "Não tem fundo de garantia depositado; a empresa desconta dinheiro do sindicato e não repassa a ele; tiraram a cesta básica e PLR, não dão uniformes e falta EPI (equipamento de proteção individual). A alimentação é descontado da folha de pagamento, o valor descontado varia de R4 55 a R$ 100, conforme o salário", contou um dos funcionários.No dia, o sindicato explicou que já tem denúncia contra a empresa no Ministério do Trabalho. "Já tivemos problemas com essa empresa e chegamos a denunciar. São diversos problemas apresentados, como questão de condições de trabalho, não paga fundo de garantia e toda vez que o funcionário é demitido não paga o que é de direito do colaborador", relatou Marion Ferraz. A reportagem entrou em contato com a empresa, mas não teve retorno até o fechamento dessa edição.

(Anileli Barboni)


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