Indaiatuba

Custo da água na cidade é um dos mais caros da RMC

Taxa

Um levantamento realizado este ano pela EPTV de Campinas, emissora afiliada da Rede Globo, revelou que Indaiatuba possui uma das taxas mais caras de água, entre os dez maiores municípios da região. Na cidade, o valor cobrado pelo consumo de até dez metros cúbicos (m³) de água por mês é de R$ 45,33 - sendo R$ 23,85 para o tratamento e R$ 21,48 para o serviço de afastamento de esgoto.

O valor da tarifa foi reajustado recentemente, e muitos consideram o custo bem salgado. "Os valores aqui às vezes me assustam", declara a cabeleireira Elisabeth Coelho, do Jardim do Sol. "Acho um absurdo o custo do afastamento de esgoto", continua. "Pago em média uns R$ 170 por mês e para piorar havia um vazamento e eu não sabia. Fiz um acordo com o Saae e a conta este mês ficou em R$ 240; muito pesado", lamenta.

A cabeleireira diz ainda que o consumo maior se concentra nas tarefas domésticas e banhos. "Eu não lavo muito quintal, mas tenho filho adolescente; acredito que o banho seja o maior responsável pelo gasto de água", pondera.

"Acho o valor extremamente alto, como todas as taxas em nossa cidade", emenda Daniela Cavalcanti, também moradora do Jardim do Sol. "O custo mensal chega a R$ 230. Já procuramos ver se existe algum vazamento, coisas assim. Nosso consumo maior é no uso da máquina de lavar, pois somos quatro adultos com duas atividades diferentes por dia (trabalho/faculdade), trocamos de roupas varias vezes e levamos essas roupas para a máquina", explica. Ela afirma que reduziu as lavagens do quintal, mas não viu diferença no valor. "Os banhos também são os grandes vilões do consumo aqui em casa", completa Daniela.

Em 2017, Maria Zuleide Bezerra da Silva pagou uma média de R$ 60 mensais pelo serviço. "Mesmo usando a água da máquina para lavar o quintal as taxas são altas porque ainda pagamos a taxa de esgoto", opina. "Eu até devolvo a água para a máquina e assim lavo os panos de chão; e ainda evito lavar a calçada mais vezes, para tentar diminuir a conta, mas não resolve muito", observa.

Alternativas

As tarifas de água e esgotos cobradas pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) foram reajustadas em 6,96 % e 2,70% respectivamente, e passam a valer a partir de fevereiro de 2018. Os percentuais têm base na Resolução nº 217 da Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (ARES PCJ), após avaliação criteriosa dos relatórios de resultados e custos apresentados pela autarquia.

Conforme a assessoria da Agência, o reajuste da tarifa visa corrigir as distorções proporcionadas pela inflação dando condições à autarquia de manter os serviços prestados à população. Além disso, a taxa custeia a operação da captação, tratamento e distribuição de água; já o valor do serviço subsidia a coleta, afastamento e o tratamento do esgoto.

A aposentada Cida Lanci, por outro lado, considera o valor razoável e fala que utiliza medidas simples de economia. "Nunca paguei acima do valor mínimo. Temos dois cachorros e utilizamos a água da máquina para limpar o quintal; além disso, como tenho agora uma máquina maior, espero acumular mais roupas para lavar, o que gera economia maior. Também armazenamos água do chuveiro em um balde, o que diminui bastante o uso da descarga no banheiro", conclui.


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