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Compra do material escolar demanda pesquisa

Economia

Como ocorre todo início de ano, as famílias já começam a corrida em busca do material escolar dos filhos. Devido à grande diferença de preços encontrada no varejo, os consumidores estão mais atentos e fazem uma boa pesquisa antes de adquirir os produtos.

Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, os preços de materiais escolares variam muito e o planejamento das compras é essencial para economizar sem ter de abrir mão da qualidade de estudo das crianças. "Trata-se de uma despesa recorrente, ou seja, deve fazer parte do planejamento anual do orçamento familiar", alerta. "Para que os gastos não fiquem muito pesados em janeiro, é válido poupar durante todo o ano para conseguir fazer os pagamentos à vista e obter bons descontos", orienta Domingos.

Keliane Batista, moradora do Jardim do Sol, estava em busca de uma mochila para o filho de três anos e, após avaliar os preços, ela encontrou um modelo acessível. "Ele queria uma do Homem Aranha, mas, acabou gostando de uma com outra estampa; eu já havia pesquisado em vários lugares, e vi preços bem diferentes", comenta.

Como o filho está na creche, necessitava apenas da mochila. "É mais para ele levar trocas de roupas; na creche eles oferecem o necessário e não terei de comprar outros itens", explica Keliane. Para ela, os preços aumentaram. "Percebi que os produtos escolares estão bem mais caros do que antes", considera.

Domingos observa que, antes de ir às compras, a família pode analisar itens do ano anterior. "Selecione tudo o que pode ser usado novamente, tais como tesoura, régua, estojo e mochila, por exemplo", cita o educador financeiro.

"Estive em algumas papelarias e acho que os preços estão similares", avalia Átila Guimarães, do Jardim Regente, que estava com a filha Heloísa escolhendo alguns itens. "Vi pouca diferença, mas, mesmo assim, fiz compras em diferentes locais", acrescenta. De acordo com ele, a escola indicou um endereço online para as compras. "Isso serviu para que tivéssemos uma ideia de quanto gastar; então, achei melhor verificar os preços pessoalmente e consegui descontos melhores", garante Átila.

A educação financeira da filha representa fator importante citado pelo pai. "Trouxe ela comigo, assim, ela pode ver que não é só chegar e comprar; é preciso pesquisar e avaliar a necessidade do produto", considera.

"Não é preciso necessariamente comprar todos os itens na mesma loja, mas se for fazer isso é válido pedir descontos", complementa Reinaldo Domingos.

Organização

Deise Leika Fusuma, gerente de uma papelaria na região central, afirma que o movimento tem sido maior que o esperado, e que os preços não tiveram muito acréscimo. "Apesar das pessoas estarem pesquisando bastante, tem havido muitas compras, o que nos surpreendeu. As vendas este ano estão melhores do que em 2016", comemora.

Ela também ressalta que o movimento deve seguir até o final do mês de janeiro. "Algumas escolas retornam já por volta do próximo dia 25, então, acredito que até o final do mês a tendência é a de que haja um fluxo maior de consumidores na loja", finaliza Deise.

"Percebi que este ano a escola pediu mais coisas do que no ano passado", aponta Paula Davoni, do Helvetia Park, mãe de Giulia, estudante do 5º ano. Ela acrescenta que a menina já tem parte dos itens, o que deve aliviar um pouco os gastos.

Sobre a pesquisa de preços, Paula destaca que não foi necessário, já que participa de um grupo de mães no Whatsapp. "Elas pesquisaram os preços e postaram no grupo, e por ali eu tive uma ideia melhor dos valores. Se bem que teve mãe que comprou o material ainda em novembro e gastou bem menos, com diferença de até R$ 100", salienta.

Conforme indica ainda Domingos, a pesquisa é muito importante para traçar o orçamento e não ter surpresas desagradáveis com os gastos. "No dia das compras, converse com o(s) filho(s) sobre o orçamento, para que não corram o risco de se deixar levar pelo impulso e gastar mais do que o planejado", ensina.

"Algo interessante é reunir alguns pais e comprar itens em atacado, como caixas de lápis, cadernos e agendas. O ideal é sempre fazer os pagamentos à vista, mas, se não for possível, opte por poucas parcelas que caibam no bolso, para não comprometer as finanças de 2018 por vários meses", completa Domingos.


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