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Gasolina e diesel sofrem novos reajustes

E a dança dos preços dos combustíveis continua no país. Ontem, a Petrobras anunciou novos aumentos de 1,4% para a gasolina e 0,7% para o diesel. Todavia, a estatal antecipou que hoje haverá redução de 0,7% também para os dois tipos de combustíveis.

Essas variações têm sido parte de práticas recorrentes de reajustes da Petrobras, e a justificativa continua sendo equiparar os preços com o mercado internacional. Contudo, o preço final (nas bombas) depende da incidência dos lucros estipulados por cada revendedora e também pelos postos.

Com a inconstância nos valores dos combustíveis, quem paga a maior fatia da conta é o consumidor e os trabalhadores dos postos, que muitas vezes veem o movimento de clientes diminuir por conta da alta dos preços.

"A maior parte dos clientes que deixaram de abastecer são aqueles que pediam para colocar pouca quantidade", avalia Vânia, frentista que atua em um posto na região central. "O público que enche o tanque continua abastecendo aqui", completa. Ela também comenta que a prática de preços mais baixos feita pela concorrência tem atraído os consumidores.

"As pessoas hoje buscam preço, principalmente aquelas que não costumam encher o tanque. Já os clientes mais fieis buscam melhor qualidade", aponta o frentista André L. Silva. Ele diz ainda que não viu muita redução no movimento, mesmo com os aumentos.

"Agora estamos em 11 pessoas, e até necessitaríamos de mais, porém, a situação não permite novas contratações", finaliza Vânia.

Hábitos

Questionados sobre a possibilidade de demissões por conta de provável diminuição nas vendas, nenhum dos trabalhadores dos postos visitados comentou que realmente existe. "Aqui ninguém ainda falou sobre isso. Não acho que vá acontecer, já que o movimento não caiu tanto", observa André.

Genivaldo é supervisor de um posto no Centro da cidade, e também diz que não há, por enquanto, chances de demissões. "Temos observado bastante movimento neste início de ano e deveremos manter nossos 12 funcionários", salienta. "Porém, infelizmente, soube de alguns amigos que foram demitidos por conta da queda nas vendas", lamenta.

De acordo com a estatal, a política de preços para a gasolina e o diesel vendidos nas refinarias tem como base o preço de paridade de importação, e que é uma alternativa de suprimento oferecido ao mercado pelos principais concorrentes da Petrobras. Além disso, é aplicada margem que considera os riscos inerentes à atividade de importação como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços.

Dessa forma, a empresa busca uma convergência, em curto prazo, com a paridade de custos do mercado externo, frente à análise de participação no mercado interno; com isso, há um estudo sobre a possibilidade de haver manutenção, redução ou ampliação dos preços nas refinarias. Com isso, a estatal explica os ajustes frequentes nos custos dos combustíveis, que podem ocorrer, inclusive, diariamente.

Conforme divulgado no site da Petrobras, a estatal já promoveu, entre 2017 e início de 2018, 30 reajustes nos preços da gasolina e do diesel. Isso preocupa os consumidores, que começam a adotar comportamento diferente.

A analista de crédito Silmara M. Gomes é uma delas, e revela que dispensou o carro para trabalhar. "Conversei com a empresa e agora eles me fornecem o vale-transporte. Abri mão da comodidade de ir de carro para fazer com que sobre mais dinheiro no mês", conta.


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