Indaiatuba

Mychel precisa de ajuda para fazer cirurgia

campanha

Com três anos de idade, o pequeno Mychel é sorridente e espontâneo. Assim como outras crianças, brincar e assistir desenhos são suas atividades favoritas - quando não está na creche - mas ele precisa passar por uma cirurgia para continuar tendo uma vida normal. Mychel tem um tumor facial diagnosticado como Hemangioma/linfohemangioma. O procedimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) não tem data para acontecer e o tumor não espera, já que cresce a cada dia. Por isso, sua mãe, Luciana Pereira de Almeida, iniciou uma campanha para arrecadar o valor da cirurgia e despesas médicas.

A reportagem foi até a casa de Luciana, no Jardim Morada do Sol, onde conheceu Mychel e um pouco mais de sua história. Luciana contou que o tumor é benigno, mas precisa ser retirado logo. "O médico tira esse tumor, mas ele corre o risco de ficar com paralisia facial, e quanto mais demorar para fazer a cirurgia, mais o tumor cresce e o risco é maior", diz. "Quando ele era pequenininho, se você olhasse achava que era a bochecha dele, porque era gordinho, mas conforme foi crescendo o tumor foi aumentando e a boca foi entortando mais. Está crescendo e tomando a boquinha dele por dentro, não pode crescer se não tampa a garganta, por isso a urgência em fazer a cirurgia", explica Luciana.

Luciana descobriu que o filho tinha o tumor assim que ele nasceu. "Ele nasceu com o rostinho diferente, inchado. Comecei a correr atrás disso e um médico falou que era uma má-formação e indicou a fisioterapia, que fez por um ano. Depois descobrimos que não era esse o problema e fui encaminhada para outro médico. Já fui no Boldrini, para todo canto, e não resolveu", conta. "O último lugar que passei foi no Hospital AC Camargo, em São Paulo. Tive apoio do Tomas, assessor do vice-prefeito (Tulio Tomass do Couto), que conseguiu um carro e marcou com o hospital uma consulta. Ele foi informado pelo hospital que era para irmos lá sem precisar agendar. Fomos, mas não conseguimos porque o hospital explicou que eu tinha que morar na cidade de São Paulo, passar por um posto de saúde de lá e dai conseguir um encaminhamento. Tive que entrar com um processo na justiça para conseguir passar direto, mas isso também é demorado e estou aguardando. A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) não faz esse tipo de cirurgia e não pode fazer o encaminhamento, e também não tenho convênio", explica.

A cirurgia particular custa R$ 50 mil, mas Luciana precisa de um montante para arcar com as demais despesas médicas. "Além do procedimento cirúrgico, temos as consultas, que custam R$ 700 cada, depois tem exames e internação. Acredito que vou precisar de cerca de R$ 70 mil", diz. "Tem outro processo também. Em Goiânia, um médico faz essa cirurgia, mas primeiro ele aplica algumas injeções que agem no tumor, como se fosse queimando, até diminuir e depois ele só tira o excesso. Tem o caso de um menino que não precisou nem cortar, as aplicações foram queimando e o tumor dele sumiu. Acredito que o médico vai me indicar qual dos procedimentos tem menor risco, mas enquanto não consigo pelo SUS e a justiça não resolve, estou fazendo campanhas porque o Mychel não pode esperar mais, o médico falou que ele já deveria ter feito a cirurgia".

Luciana também contou que, apesar do tumor estar grande, Mychel não se incomoda. "Ele nunca questionou. As outras crianças na creche que acabam perguntando por curiosidade, mas como ele é novinho ainda não entende. Ele fala que é o dodói dele, converso e explico que a mamãe vai ao médico e que vamos tirar o dodói", conta. "Tem vezes que dói, principalmente quando ele dorme do lado que está o tumor, então pressiona e ele acaba chorando. Fora isso, ele tem uma saúde boa, come bem, mas o negócio dele é leite com achocolatado, não gosta de nada muito duro, acho que deve ser pelo fato de ter que mastigar muito. Tem vezes que ele acorda muito nervoso e sei que o Mychel não está bem. Às vezes estou no trabalho e as tias da creche ligam porque ele está muito quieto, dormindo muito e falam para ir ao médico. Trabalho, sei que corro o risco de ser mandada embora porque preciso levar ele no médico sempre, mas o que for preciso fazer para ver meu filho bem, eu vou fazer". Antes da campanha de doação, Luciana participou de uma ação promovida por um supermercado local, onde as pessoas teriam que votar e compartilhar a foto. "Eu fui bem votada, mas não tive tantos compartilhamentos. Quem ganhou foi um menino que precisava de uma cadeira elétrica", conta.

No Natal, Mychel ganhou um presente do fotógrafo Emerson Dias, que fez algumas fotos do garoto e usou duas delas para iniciar a campanha no Facebook. "O Emerson fez o texto contando a história do Mychel e postou no Facebook. Abri uma conta na Caixa no nome do Mychel e as doações podem ser feitas nessa conta. Faz quase um mês que começamos a campanha e até agora consegui R$ 170. As pessoas não acreditam muito na história, porque tem muita gente fazendo campanha. Por isso, o Emerson colocou meu número de telefone para as pessoas que quiserem ligar e vir conhecer o Mychel", comenta. "Indaiatuba tem mais de 200 mil habitantes, se cada um doar R$ 2 já conseguimos o valor, até mais, e a cirurgia será rápida".

Luciana também enfatiza que não gostaria que seu filho começasse na escolinha antes de fazer o procedimento cirúrgico. "Tenho fé em Deus que até o ano que vem ele faz essa cirurgia. Não queria que ele chegasse a ir para a escola desse jeito, ele vai sofrer, a gente que é mãe já sofre. Tem pessoas que fazem criticas, sabemos como é. Ou outras crianças acabam falando na inocência".

Para ajudar Mychel a fazer sua cirurgia, as doações podem ser feitas na Caixa Econômica Federal, agência 0897, operação 013, conta corrente 99019-1, em nome de Mychel Henrique Farias de Almeida. Para conhecer um pouco mais da história de Mychel e ajudar, o telefone de Luciana é (19) 98918-5767.


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