Indaiatuba

Distribuição de medicamentos para diabetes segue regular em Indaiatuba

Recentemente, foi divulgado que algumas regiões do país estão sem o fornecimento de medicamentos gratuitos para diabéticos. A reportagem questionou o Conselho Municipal de Saúde (CMS)e a Associação de Diabetes Sempre Amigos - ambas garantiram que isso não ocorre em Indaiatuba, e que aqui os remédios vêm sendo distribuídos normalmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

"Não faltam insumos aos pacientes diabéticos", reforça Luiz Medeiros, presidente do CMS. "O que acontece é que agora estamos organizando melhor a distribuição desses medicamentos. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) criou um protocolo, com o aval do Conselho, justamente para organizarmos a distribuição", reforça.

Ele lembra ainda que, os usuários que necessitam de maior quantidade de insumos, devem protocolar o pedido. "É rápido, e no mesmo dia ou no seguinte já estará na mesa do secretário para que faça uma avaliação. Nosso intuito é o de que ninguém fique sem os medicamentos e que possamos fornecer mais a quem tem menos", salienta Medeiros.

O conselheiro comenta também que existe uma preocupação maior em relação às fitas utilizadas pelos diabéticos. "A distribuição desse material é mais criteriosa, pois, são itens mais caros e não podemos perder. Os pacientes que não têm prescrição de 150 fitas levam só uma caixinha. No caso da DMI, que faz mais leitura, fazemos o processo azul; o secretário despacha e isso nos possibilita maior controle, para que não venha a faltar", conclui.

"Pedimos para que todos os diabéticos, independente de se tratarem na rede particular ou pública, que façam o cadastro na rede de Atenção Básica do município. Isso irá ajudar a Secretaria de Saúde ter o conhecimento de todos que utilizam medicamentos para diabetes. Vale lembrar que o cadastro não obriga o paciente a passar pelo médico do SUS - é apenas para controle do número de usuários da rede", esclarece o presidente do Conselho.

Fracionados

Edvaldo Furtado Apolinário (Didi) é presidente da Associação Sempre Amigos e também afirma que não faltam insumos para diabetes na cidade. "Em relação às insulinas análogas o município está atendendo com processos administrativos e/ou judiciais, seguindo um protocolo elaborado pela Secretaria da Saúde", complementa.

"Já os insumos em geral estão sendo fornecidos de forma fracionada (kit com 50)", continua Didi. "No entanto, quem necessita de quantidades maiores deve entrar com processo administrativo para que seja avaliado a real necessidade. Os insumos incluem fitas, lancetas e seringas", cita.

Didi explica que a Associação sempre primou pelo diálogo em casos de enfrentamentos. "Temos de verificar caso a caso para ver a real necessidade do paciente. O CMS sempre foi comunicado de todos esses assuntos aqui abordados através da nossa reunião mensal da Comissão de Patologias na qual faço parte como representante da Associação", declara.

Os portadores de doenças crônicas como diabetes e hipertensão podem adquirir seus medicamentos através do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, que amplia o acesso a alguns medicamentos, seja retirando de graça ou com baixo custo (nas farmácias privadas).

Cadastro

O Farmácia Popular está presente nos estabelecimentos particulares que têm a inscrição "Aqui tem farmácia popular", onde o paciente poderá adquirir medicamentos com baixo preço. Para isso, é necessário portar o CPF próprio, receita médica atual (com validade de até 120 dias) e um documento de identificação com foto. Quanto à receita é aceita somente a emitida por médico tanto do SUS como da rede privada de saúde.

No caso do paciente ser menor de idade e não possuir CPF próprio este pode adquirir medicamento através do CPF do pai ou da mãe até providenciar o seu próprio (vale também o do responsável legal pelo menor).

"Nós não sabemos a quantidade de pessoas que pegam insulinas nas farmácias credenciadas; só o Ministério tem esta informação", aponta Didi. "Por isso, convocamos a todos os diabéticos e hipertensos que atualizem ou façam o cadastramento nas unidades de saúde da cidade, já que a Secretaria efetua as compras de remédios com base nos números de pacientes", finaliza.


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