Indaiatuba

Trânsito mata mais que febre amarela e dengue

O excesso de velocidade no trânsito é um dos principais motivos das multas aplicadas em Indaiatuba, de acordo com dados do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran). Em Indaiatuba, só até 24 de janeiro deste ano, foram aplicadas 676 multas por excesso de velocidade. Em 2017, 18.607 multas foram aplicadas aos motoristas que não respeitaram o limite de velocidade da via. Em 2016 foram 17.639 multas e, em 2015, foram 18.639.

Segundo o Diretor Presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária, José Aurelio Ramalho o trânsito mata mais do que a Febre Amarela e Dengue no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, entre julho de 2017 e 23 de janeiro de 2018, morreram 53 pessoas por febre amarela no país. Só no Estado de São Paulo foram 21 mortes. Em 2017, de janeiro a novembro, 122 pessoas morreram por causa da dengue no Brasil. Já os acidentes no trânsito causam cerca de 47 mil mortes por ano no país e 400 mil pessoas ficam com algum tipo de sequela. "A febre amarela matou 53 pessoas em seis meses no país. O trânsito mata cem por dia e uma pessoa perde uma parte do corpo a cada minuto no Brasil. Qual é a vacina para o trânsito? Educação. Para isso precisa pegar fila? Distribuir senha?", questiona Ramalho.

Segundo dados do Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo (Infosiga), os 20 municípios que integram a Região Metropolitana de Campinas contabilizaram 367 óbitos no ano passado, uma média de um acidente por dia. Depois de Campinas, que teve 155 óbitos, Indaiatuba foi o município com mais mortes na região: 36. "No ano de 2000 a cidade tinha uma média de 17 mortes anuais no trânsito. Hoje, temos 36. Se não forem feitas ações de educação no trânsito a tendência é este número subir", cita Ramalho. O Infosiga aponta ainda que 94% dos acidentes fatais são causados por falha humana, como falar ao celular ou exceder o limite de velocidade.

As cinco maiores infrações cometidas em 2017 na cidade, de acordo com o Demutran, foram: excesso de velocidade superior em até 20% ao permitido na via (16.715 multas), dirigir veículo segurando telefone celular (2.821), estacionar em desacordo com a regulamentação estacionamento rotativo (2.217), excesso de velocidade superior a 20% até 50% ao permitido na via (1.803) e avançar o sinal vermelho do semáforo (1.735). Para o observatório, os quatro fatores que mais matam no trânsito são: excesso de velocidade, uso do celular, embriaguez ao volante e não usar o cinto de segurança.

De acordo com dados do Detran, de janeiro a setembro de 2017, 424.625 motoristas tiveram a CNH suspensa no Estado de São Paulo por alguma irregularidade, sendo a maioria por excesso de velocidade. Em Indaiatuba, de janeiro a setembro de 2016, 2.112 CNHs foram suspensas. No mesmo ano, de janeiro a setembro, foram suspensas 1.563. Já em 2017, no mesmo período, foram suspensas 1.860 habilitações - 19% a mais em relação ao mesmo período de 2016. O Detran também informou que existiam 136.894 habilitações registradas na cidade até dezembro de 2017.


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