Indaiatuba

Acima de 50km/h, a possibilidade de morte é maior

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a velocidade excessiva representa grave fator de risco para mortes no trânsito. A OMS estima que um pedestre adulto tenha menos de 20% de risco de morrer se for atingido por um carro que viaja abaixo de 50km/h, mas quase 60% se o veículo estiver a 80 km/h.

José Aurelio Ramalho explica a diferença. "Esses estudos são baseados cientificamente, não tem achismo. Quando um veículo está a 30 km/h e acontece um acidente, morre menos de 5% das pessoas atropeladas. A 50 km/h já chega a 80% a possibilidade de óbito e, a 70 km/h é quase 100% de óbito", aponta. "Quando uma pessoa é atropelada, a cabeça dela é projetada para bater no para-brisa do carro, se este estiver entre 20 e 40 km/h. Se a velocidade do veículo for maior, o corpo será lançado por cima do carro. É por esse motivo que recomendamos à prefeitura que fosse reduzida a velocidade no perímetro do Parque Ecológico, onde tem um alto índice de pedestres, de 60 para 50 km/h", acrescenta.

A maioria dos acidentes por excesso de velocidade acontece no período da tarde, segundo Ramalho. "No final do dia, além do cansaço, tem os compromissos como buscar o filho na escola, ir à academia, fazer o jantar, e isso contribui para que o motorista faça deslocamentos com velocidade ainda maior", cita. "Por isso, a questão da fiscalização é importante. Temos que desmistificar a 'indústria da multa'. O cidadão vê a multa como um imposto. A multa é uma infração que você cometeu. É fácil não tomar multa, basta obedecer o que está na placa", afirma.

Ramalho também conta que os países que conseguiram reduzir acidentes de trânsito em perímetro urbano com atropelamento tiveram que trabalhar com a questão da velocidade nas vias. "Recentemente, Nova York reduziu em 75% o índice de atropelamentos na cidade, simplesmente mexendo na geografia das vias. Criaram as zonas calmas, onde a velocidade máxima é de 40 km/h nos locais com alto índice de pedestres. Em Indaiatuba, isso pode ser feito no Centro, onde acontece a feira aos domingos, já que reúne muitos pedestres naquela região", opina.

A Tribuna questionou a Prefeitura sobre a possibilidade de criar zonas calmas e diminuir a velocidade da avenida do Parque Ecológico. Por meio de sua assessoria de imprensa, respondeu que essa é uma questão que demanda estudo mais aprofundado para determinar o mais seguro, principalmente para o pedestre, que é o mais vulnerável, mas que acaba beneficiando a todos.


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