Indaiatuba

Observatório luta pela redução da velocidade na SP-75

Em março de 2017, o Observatório Nacional de Segurança Viária enviou ofício a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e AB Colinas, com cópia à Prefeitura, onde pedia a redução da velocidade da Rodovia Santos Dumont (SP-75) no perímetro de Indaiatuba, justificando ser uma rodovia com aspecto de "grande avenida" e citando a grande quantidade de acidentes nesse trecho. "Pedimos que no perímetro entre Viracopos e Distrito Industrial, a velocidade máxima fosse reduzida de 110 km/h para 80 km/h, como já acontece no perímetro de Campinas, mas não obtivemos resposta", afirma Ramalho.

Ele explica que, a 80 km/h, o motorista consegue ter uma percepção do risco, de uma ultrapassagem errada, consegue frenar ou fazer um desvio de emergência caso um motociclista caia na pista. "A 110 km/h o risco de acidente e morte, nesses casos, é muito maior. Os números estão ai. Enquanto ficamos aqui discutindo as pessoas estão morrendo. É mais um óbito no trânsito e mais uma família que irá sentir a dor da perda", lamenta.

A Tribuna questionou a Artesp, a AB Colinas e a prefeitura sobre o pedido do Observatório. A prefeitura respondeu que apoia o pedido e que o prefeito Nilson Gaspar (PMDB) já apresentou o pedido à concessionária e aguarda um retorno.

A Artesp informou que recebeu o ofício mencionado e segundo estudo preliminar, não é recomendável a alteração de velocidade no trecho citado. "Contudo, a agência irá levantar mais dados para avaliar a possibilidade de redução de velocidade no trecho de Indaiatuba. Importante destacar que os limites de velocidade nas rodovias estaduais paulistas são definidos visando a segurança dos usuários, e são estabelecidos por estudos técnicos que levam em conta fatores como o traçado da rodovia, a quantidade de pistas, se há trechos de aclive ou declive, os raios de curvatura, a quantidade de acessos, a existência (ou não) de via marginal, interferências (ou não) urbanas, entre outros", informou a agência.

A AB Colinas respondeu que, por meio de dados já consolidados, constata-se que o fator humano é determinante para as ocorrências de acidentes na rodovia, não havendo relação destes com a questão de limitação de velocidade na pista e sim com o comportamento dos usuários. "A atual velocidade permitida está de acordo com o estabelecido em normas e padrões rodoviários", afirmou a concessionária. "Por isso, em alinhamento com a concessionária, a Polícia Militar Rodoviária intensificou ações de fiscalização no trecho do município e, juntamente com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), também aumentou a fiscalização de velocidade, com a operação de radares móveis". A concessionária também informou que intensificou as ações de segurança na SP-75 e que as iniciativas contribuíram para que o número de mortos da SP-75 apresentasse redução de 35% de 2016 para 2017.

Segundo dados da concessionária, em 2015 a SP-75, em todo o seu trecho, registrou 27 vítimas fatais, em 2016 foram 46 e, em 2017, houve redução para 30 casos. Já o trecho de Indaiatuba da via contabilizou cinco episódios em 2015; 11 em 2016; e 12 ocorrências em 2017. Em 2018, há registro de uma morte, ocorrida no trecho de Indaiatuba.

Multas

A Polícia Militar Rodoviária informou que na Rodovia Engenheiro Ermênio de Oliveira Penteado/Rodovia Santos Dumont (SP-75), entre os quilômetros 46,4 e 77,6 (Campinas e Indaiatuba) foram aplicadas 8.623 multas em 2016 e, em 2017, 11.815 multas. Somente na extensão de Indaiatuba, entre os quilômetros 46,4 e 61,6, em 2016 foram 2.903 multas e, em 2017, 4.807 Autos de Infração.

 Quanto aos acidentes de trânsito, a Polícia Rodoviária registrou 206 acidentes em 2016 na SP-75, somente na extensão de Indaiatuba, que resultaram em dez vítimas fatais. Já em 2017 foram 240 acidentes que resultaram em 11 vítimas fatais.


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