Indaiatuba

'Aedes do bem' chega a Indaiatuba em abril

Projeto

A nova cepa de mosquitos geneticamente modificados para diminuir os casos de dengue, zika e chikungunya será liberada no mês de abril em Indaiatuba. Os primeiros bairros a receber o "Aedes do bem" serão Cecap, Jardim Morada do Sol e Parque Residencial Indaiá. Os insetos não causam danos a seres humanos e ao ambiente.

Para implantar o projeto de Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA), o município fez um acordo de cooperação com a empresa britânica Oxitec para liberar, em locais estratégicos, a nova linhagem do mosquito (identificado como OX5034), que combate o Aedes aegypti selvagem. A ação não irá gerar qualquer custo ao poder público.

Os bairros foram sugeridos pela empresa. Já os locais que irão receber os mosquitos transgênicos serão determinados pela administração municipal com os dados da Avaliação de Densidade Larvária (ADL), feita pelo Programa de Controle da Dengue da cidade. O teste indica quais pontos possuem maior incidência de larvas do mosquito (leia mais abaixo).

De acordo com a assessoria da Oxitec, antes da liberação dos insetos é necessário fazer o monitoramento prévio das áreas, para medir a infestação do Aedes aegypti selvagem, por no mínimo, oito semanas. A previsão é de que este acompanhamento tenha início no primeiro quadrimestre deste ano.

Gene

A Oxitec recebeu, em agosto de 2017, a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável por regulamentar organismos transgênicos no Brasil, para avaliação em campo de uma nova linhagem do Aedes transgênico (OX5034).

Os "Aedes do bem" são mosquitos machos que não picam e nem transmitem doenças. Ao serem liberados, eles copulam com fêmeas selvagens da espécie, e seus descendentes herdam um gene autolimitante, o que faz com que eles morram antes mesmo de atingir a idade adulta. Os filhos do mosquito da Oxitec também herdam um marcador fluorescente que permite que eles sejam identificados e monitorados.

A principal diferença entre o OX513A (cepas já liberadas em Piracicaba desde 2015) e o OX5034 é que, na linhagem mais nova, os machos sobrevivem naturalmente. Dessa forma, as fêmeas morrem ainda no estágio de larva, dentro da fábrica, o que otimiza o processo produtivo dos transgênicos. Na nova linhagem, em campo, os machos nascem também a partir da cruza com fêmeas selvagens, e a duração dos efeitos benéficos do Aedes do Bem continua se expandindo.


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