Indaiatuba

Aedes começa a ser monitorado em 6 bairros

A Oxitec do Brasil inicia na próxima semana o monitoramento do mosquito Aedes aegypti em seis bairros de Indaiatuba. O objetivo é aferir com precisão a infestação do inseto em áreas que participarão da avaliação de campo da OX5034, nova linhagem do mosquito geneticamente modificado produzido pela empresa para combater o Aedes selvagem, transmissor de dengue, zika e chikungunya. Conforme adiantou a Tribuna, a liberação dos "Aedes do bem" está prevista para o mês de abril.

A Liberação Planejada no Meio Ambiente (LPMA) da nova linhagem do inseto foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) em agosto de 2017 e prevê a realização de avaliações em campo da nova linhagem em quatrobairros da cidade de Indaiatuba. Outros dois bairros serão monitorados, mas não serão tratados com o mosquito geneticamente modificado, para efeito de comparação. Além do monitoramento do Aedes selvagem, posteriormente, a avaliação inclui a liberação e o monitoramento da dispersão, longevidade e capacidade de reprodução da linhagem OX5034 no local onde os insetos serão controladamente liberados.

A tecnologia não traz riscos para a saúde humana, animal ou ao meio ambiente. Serão monitoradas áreas dos bairros Cecap, Jardim Itamaracá, Jardim Moacyr Arruda, Jardim Oliveira Camargo, Jardim São Conrado e Morada do Sol. O monitoramento será realizado com ovitrampas - armadilhas para coleta de ovos, que depois são contados para projeção de estimativas populacionais do mosquito.

Ferramenta de monitoramento recomendada pela Organização Mundial da Saúde), a ovitrampa é composta por um pote plástico preto com água e uma palheta de madeira imersa, servindo de local para as fêmeas do Aedes aegypti depositarem seus ovos. Técnicos da Oxitec vão trocar as armadilhas semanalmente, levando as palhetas para análise no laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa.

Bons resultados

A OX5034 é a nova linhagem do "Aedes do Bem", que tem conseguido resultados satisfatório no controle do Aedes aegypti selvagem em 12 bairros onde vem sendo liberado em Piracicaba (SP). Desde o último dia 30 de novembro, os "Aedes do Bem" têm sido liberados também em três bairros de Juiz de Fora (MG), beneficiando uma população de 10 mil pessoas.

Os "Aedes do Bem" de ambas as linhagens são mosquitos machos que não picam e não transmitem doenças. Ao serem liberados, esses machos buscam e copulam com fêmeas selvagens do Aedes aegypti, e seus descendentes herdam um gene autolimitante que faz com que eles morram antes de atingir a idade adulta. A prole do mosquito da Oxitec herda também um marcador fluorescente que permite que eles sejam identificados e monitorados. Quando morre, o "Aedes do Bem" se decompõe sem deixar vestígios no ambiente.

Além de otimizar o processo produtivo do "Aedes do Bem", a nova linhagem vai estender os efeitos benéficos da tecnologia, pois em campo os descendentes machos vão copular com fêmeas selvagens. Isso fará com que o gene autolimitante seja transmitido às próximas gerações, desaparecendo gradativamente conforme os cruzamentos com as fêmeas selvagens diluam sua presença no ambiente.


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