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Usuário continua sem sabersobre créditos dos cartões

Na outra ponta, está o usuário do transporte, que ainda não sabe quando terá de volta os valores retidos nos cartões. "Eu tenho mais de R$ 100 e a empresa colocou novos créditos, mas vai descontar do meu salário", revela a vendedora Léia dos Santos. "Ainda vejo muita gente pagando as passagens em dinheiro, o que atrasa bastante a saída do ônibus. Sem contar os que estão andando a pé, porque não podem pagar a tarifa", complementa.

Camila Teixeira afirma que tem tido problemas por conta de atrasos. "Sempre chego tarde ao trabalho. Acho que é pelo motorista ter de cobrar as passagens", opina. Ela também possui mais de R$ 100 em créditos da Citi. "A loja fez nova recarga, mas, espero receber meus créditos."

Sobre a falta de cobradores, elas também comentam. "Não são todos os ônibus que têm cobrador e, quando tem, eles ficam em pé lá na frente", conta Léia. Os próprios funcionários da Citi alertam: "O coitado do cobrador trabalha horas curvado sobre o motor do ônibus", enfatizou Zacarias. Ele aponta ainda o fato dos motoristas da SOU desconhecerem o itinerário. "Acredito que os cobradores estão lá só para orientar o trajeto. Assim que os motoristas aprenderem, vão dispensar."

O fato é confirmado pela passageira Léia. "Muita gente pede para descer em determinado local, e os motoristas só respondem que não sabem onde fica. Nós, os passageiros, é que nos ajudamos."

A resposta da Prefeitura à proposta feita pela Citi, de operar na cidade até zerar os créditos, foi negada. Em nota, a administração pública disse: "O corpo jurídico municipal manifestou-se contrariamente à solicitação da Citi (...). A procuradoria esclareceu em seu despacho que, devido ao processo de caducidade, a empresa teve seu contrato rescindido, o que a impede de realizar o transporte coletivo no município".

A Citi também não se pronunciou sobre a decisão do poder público neste caso.


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