Indaiatuba

Fórum discute religiões afro-brasileiras

A Associação das Comunidades Afro-Brasileiras e de Cultura Popular (Acoucai) irá

promover seu primeiro Fórum Regional Aberto das religiões de matriz afro-brasileira. Aberto ao público, o encontro será hoje, às 15h, no plenário da Câmara, e tem o objetivo de discutir a situação dessas denominações religiosas nos dias atuais, assim como apresentar iniciativas e projetos que deram certo nas comunidades.

As lideranças também pretendem compartilhar propostas e iniciativas de união para possíveis ações conjuntas e colocações sobre direitos e deveres dos praticantes das religiões afrodescendentes - entre elas, o candomblé, umbanda, quimbanda, cabula, omoloko e outras. Cada líder terá espaço para falar sobre os temas abordados e os praticantes também poderão expor ideias e opiniões.

Fundada em 2013, a Acoucai tem como meta combater todo tipo de preconceito e intolerância, não apenas religiosa; por isso, possui entre seus membros, pessoas consideradas "minoria" na sociedade: religiosos de matizes afrodescendentes, capoeiristas, ciganos, nordestinos, comunidades homossexuais e grupos de maracatu, maculelê, umbigada e folia de reis. Para saber mais, acesse: http://acoucai.com.br/.

História

As religiões afro-brasileiras se

organizaram muito recentemente. No final do período es-

cravocrata, os africanos trazidos ao Brasil foram assentados nas cidades, onde puderam estabelecer contato maior uns com os outros. Ao se estabelecerem em áreas urbanas, os negros puderam manter suas tradições religiosas e formarem grupos de culto organizados.

Entretanto, duas dessas denominações tiveram mais influência no país: a umbanda e o candomblé. Trata-se de práticas trazidas pelos bantos (vindos do sul e leste da África), que incluem cerimônias e elementos folclóricos, como o bumba-meu-boi, capoeira e o samba; e pelos negros iorubas (nagôs) e daomeanos (jejes), do oeste africano - povos que influenciaram os candomblés ketu e jeje, predominantes no nordeste brasileiro.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, somente 0,3% da população brasileira se declarou adepta das religiões afro-brasileiras. São grupos concentrados no Sul (0,6%), Norte e Centro-Oeste (0,1%). As maiores proporções de praticantes estão no Rio de Janeiro (1,61%), Rio Grande do Sul (0,94%), São Paulo (0,42%), Bahia (0,33%) e Mato Grosso do Sul (0,26%).


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