Indaiatuba

Questão dos créditos pode ter acordo em reunião dia 2

Ônibus

Os usuários do transporte público de Indaiatuba podem estar próximos de receberem de volta os créditos retidos nos cartões da antiga empresa de ônibus. Na última quinta, representantes da Viação Rápido Sumaré, dona da Companhia de Transportes de Indaiatuba (Citi), da Santa Cecília Turismo (Sancetur), proprietária da SOU, e o jurídico da Prefeitura participaram de reunião promovida pelo Ministério Público (MP) para discutir nova proposta de solução.

Durante o encontro, as partes conversaram sobre a nova proposta da Rápido Sumaré, feita ainda na semana passada (conforme divulgado pela Tribuna), quando sugeriu ao jurídico municipal a instalação de outro leitor de bilhete eletrônico, nos ônibus da SOU, para que estes equipamentos façam a leitura dos cartões da Citi.

Porém, a sugestão sofreu um ajuste, ficando definido que, até 28 de março (próxima quarta-feira), a Prodata, fabricante do sistema digital utilizado pelas duas companhias de transporte, irá responder a respeito da possibilidade de aceitação do cartão da Citi pelo validador da SOU. Na prática, o leitor de cartões da SOU faria também a leitura dos bilhetes eletrônicos da Citi, e a Sancetur só teria de repassar os valores à outra empresa.

A Prefeitura enviou nota à imprensa revelando os detalhes da reunião e acrescentou que, caso a Prodata confirme a viabilidade deste procedimento, irá enviar às partes uma confirmação via e-mail. Uma nova reunião já está agendada no MP, em 2 de abril, ocasião em que pode ocorrer a formalização do acordo. Se isso acontecer, a Citi terá o prazo de 15 dias para instalar os validadores nos veículos da SOU, e os usuários terão dois meses para zerar os créditos.

"Não vejo a hora dessa história se resolver", desabafa a analista de vendas, Gisele Alves. "Tenho cerca de R$ 100 no cartão e é muito complicado ter mais valores descontados do pagamento por conta de um problema que não fomos nós quem criamos."

"Eu preferia ter o dinheiro de volta; mas, se conseguirem que a gente pegue o ônibus com o cartão antigo, já estamos no lucro", considera Sandra Vieira. Alguns leitores também se manifestaram na página da Tribuna, no Facebook, solicitando a devolução dos valores retidos nos cartões. "(...) Vocês não fizeram nenhuma pesquisa com a população sobre este assunto?", questionou uma leitora. "E para quem não utiliza mais o transporte público? (...)", foi outra pergunta.

Procurada pela reportagem, a assessoria da Rápido Sumaré disse que a empresa não irá se pronunciar até o encerramento desta questão. Já a Prefeitura reiterou em nota o compromisso de buscar a solução para o ressarcimento dos usuários; e que deseja que a situação seja resolvida o mais breve possível.

Trâmite

A Citi perdeu a concessão do serviço de transporte de Indaiatuba em fevereiro deste ano e, desde então, os usuários aguardam uma explicação sobre como terão de volta o dinheiro retido nos bilhetes eletrônicos.

Primeiramente, a empresa sugeriu à Prefeitura operar com seus veículos, em caráter emergencial, a fim de possibilitar o uso do bilhete eletrônico. A proposta foi recusada pelo jurídico, justificando que a rescisão do contrato a impede de realizar a operação do transporte.

"Está um jogo de empurra, e a gente que se vire para pagar a passagem", reclama Anderson Soares. "A Prefeitura fala que a Citi tem que dar conta disso, e a empresa não responde nada; enquanto isso, nós pagamos o pato - ou melhor dizendo, nem isso, porque o povo não tem dinheiro para as passagens e muitos estão andando a pé mesmo. É um absurdo, como tudo o que vem acontecendo neste país."


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