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Polícia Federal investiga incêndio nos Correios

Suspeita

O incêndio que destruiu parte das encomendas do tipo PAC no Centro de Tratamento de Cartas e Encomendas (CTCE) dos Correios, nas proximidades do desvio do pedágio, está sendo investigado pela Polícia Federal (PF). O setor de segurança da empresa também está apurando a ocorrência para mensurar a extensão dos prejuízos e indenizações aos clientes.

Em nota, os Correios informaram que foram afetados 20 unitizadores de carga do total de 3 mil que circulam diariamente na unidade. A carga não atingida pelo fogo continua normalmente no fluxo postal para entrega. As chamas atingiram parte da carga vinda de São José dos Campos que seria enviada a outros Estados.

O princípio de incêndio foi identificado na noite de domingo (25), aproximadamente às 20h30, e os bombeiros foram logo acionados. Além do vigilante de plantão, não havia funcionários. Na manhã da segunda-feira, a PF fez perícia para determinar a origem das chamas. Os Correios reforçam, ainda, que o vigia não se feriu e não houve danos à estrutura do prédio ou instalações. As atividades retornaram à normalidade na segunda-feira (26).

Após perícia da PF no prédio, há suspeita de que o incêndio possa ter sido criminoso. De acordo com matéria da EPTV (filiada da Rede Globo), os peritos disseram ter encontrado óleo combustível em meio ao material queimado. O presidente dos Correios, Guilherme Campos, declarou que esse fato é "absolutamente anormal", pois não é prática comum da estatal transportar este tipo de produto.

O gestor mencionou ainda outros sete incêndios ocorridos em outras centrais dos Correios, desde janeiro deste ano. "É muita coincidência, todos dessa forma. Ou é criminoso, ou alguém está despachando alguma mercadoria que não é para ser despachada, que possa causar incêndio e que compromete toda atividade da empresa", disse Campos à emissora de TV.

Com 47 mil metros quadrados de área construída, a central foi inaugurada em 2014, iniciando as atividades com 700 funcionários. Atende 230 cidades do interior paulista e é uma das maiores do País, com capacidade para tratar e distribuir 2,5 milhões de objetos diariamente. O espaço concentra todo o fluxo postal (cartas e encomendas) recebido nas unidades dos Correios da região de Campinas com destino ao Estado de São Paulo e a todo o Brasil. 

Sem encomendas

Enquanto isso, a população continua sofrendo com os atrasos nas entregas das encomendas. "Estou aguardando um pacote e espero que não tenha sido danificado no incêndio", comenta Bruno Figueiredo. "Se bem que acho que ainda não saiu de Curitiba."

José Leme critica o serviço. "Aguardo por uma encomenda há mais de 30 dias; já estou quase processando os Correios pelo descaso com a população. Privatização urgente", ressalta. "Hoje, penso bastante antes de comprar algo pela internet", complementa Silvia Cardoso. "Primeiro, pesquiso preços e condições na cidade, e só opto pela loja on-line se o negócio for muito bom, e eu não tiver pressa em receber o produto."


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