Indaiatuba

Empresa de antioxidantes investe R$ 2,8 milhões

Indústria

Com a previsão de aumento na produção de carnes bovina, suína e de aves, a indústria de antioxidantes segue no mesmo ritmo. Presente em Indaiatuba há cerca de cinco anos, a Camlin Fine Sciences (CFS) tem investido fortemente neste mercado, e prevê expansão de 25% a 35% nos negócios até 2021.

"Estão sendo aplicados R$ 2,8 milhões na filial no Distrito Industrial de Indaiatuba para o incremento da capacidade de produção de antioxidantes para o segmento animal no Brasil e na América do Sul. Nossa perspectiva é crescer 35% no mercado nacional e 24% no internacional. Esta unidade de negócio (bovinos, suínos e aves) representa a maior expansão entre todos os segmentos que atuamos", comenta Luciano Monteiro, diretor geral da CFS para América do Sul.

De acordo com ele, o ano passado representou um desafio, contudo, o desenvolvimento de estratégias específicas para novas tecnologias será imprescindível na produtividade. "Investimos entre 7% a 10% do faturamento mundial em pesquisas e soluções inovadoras", complementa Monteiro.

"No Brasil, com o término do ano fiscal, o faturamento será em torno de R$ 46 milhões", continua o diretor. "Produzimos antioxidantes tradicionais para diversos segmentos e estamos investindo fortemente em antioxidantes naturais. É um mercado que cresce muito, principalmente, porque as pessoas estão optando por uma vida mais saudável. Oferecemos blends naturais à base extrato de alecrim, acerola, chá verde e tocoferóis. É uma tendência mundial."

Monteiro revela ainda que há intenção de aumentar o volume de produção de antioxidantes utilizados em biodiesel, além de aditivos tecnológicos e zootécnicos para o segmento de nutrição animal. "Adquirimos o processo produtivo de uma fábrica localizada no centro oeste do estado de São Paulo. Nosso foco mundial é trabalhar fortemente no agronegócio - segmento com maior faturamento em nossa empresa e com maior perspectiva de crescimento nos países em que a CFS atua."

Agronegócio

Em relação aos antioxidantes, o consumo deve aumentar no mundo, especialmente após a Autoridade Europeia para Segurança dos Alimentos suspendeu o uso do aditivo etoxiquim em alimentos para animais. "Como alternativa ao uso de blends de antioxidantes à base de etoxiquim, a CFS oferece blends à base de BHA e BHT que apresentam uma excelente sinergia nos produtos aplicados. Essa combinação garante uma proteção contra a oxidação e proporciona confiança ao produtor que exporta seus produtos", explica.

Em seu portfólio, a empresa contempla a linha de antioxidantes que tem como princípio ativo o BHA e BHT. "A CFS é a única no mundo que tem todo o processo verticalizado na linha de antioxidantes tradicionais com total rastreabilidade no sistema de produção", reforça Monteiro.

Na América do Sul, a CFS está presente com centros de distribuição e/ou fábricas em: Brasil (regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste), Buenos Aires (Argentina); Montevidéu (Uruguai); Santiago (Chile) e Cochabamba (Bolívia).

"Na filial de Indaiatuba, trabalhamos com o segmento de food (antioxidantes para alimentos humanos); feed (antioxidantes para alimentos destinados à animais de companhia - cães e gatos); aquacultura; suínos, aves e bovinos, além de biodiesel", incrementa o diretor.

Atualmente, a empresa conta com 41 colaboradores. Monteiro salienta que o número pode crescer, de acordo com as previsões positivas para os próximos anos.

Questionado sobre os incentivos municipais, o executivo disse que entrou com solicitação ao poder público para a isenção de IPTU para os próximos cinco anos. Já em relação ao cenário econômico atual, ele considera: "A economia no Brasil está retomando o crescimento, ainda que de maneira lenta, mas está reagindo. O agronegócio, que é nosso core business, está indo muito bem", garante Monteiro.


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