Indaiatuba

Ampliação do horário da Zona Azul será revogada

Decreto

O decreto que determinava a ampliação do horário da Zona Azul em Indaiatuba será revogado. A mudança ocorreu após o pedido de vereadores da cidade ao prefeito Nilson Gaspar (MDB). Eles argumentaram sobre o prejuízo que a medida iria causar não apenas aos munícipes mas ao comércio em geral.

Conforme o decreto publicado na semana passada, a partir de 2 de maio a validação dos cartões passaria a ser das 9h às 17h, de segunda a sexta-feira. Aos sábados, continuaria igual, das 9h às 12h. Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o vereador Edvaldo Bertipaglia (PSB) declarou que conversou com o prefeito, ainda na sexta-feira (23), e ficou decidida que o período de validade não será alterado. "O acerto de revogação foi feito junto com os outros vereadores, porque tivemos muitas reclamações nos gabinetes", revelou.

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Indaiatuba (Aciai), Jair Sigrist, também comentou o fato. "Na segunda-feira tivemos uma reunião e ficou definido que o horário antigo permanece. Está sendo feito um estudo, que vai ser apresentado à Associação até o final de maio", complementa.

Bertipaglia ressaltou ainda que não concorda com a ampliação do horário. "O povo não é obrigado a arcar com mais essa despesa. O Gaspar concordou com os argumentos, e agora estamos livres do aumento do período da Zona Azul em área comercial. Este é o nosso apoio aos comerciantes e aos cidadãos de Indaiatuba", concluiu o vereador em seu vídeo.

O período de validade da Zona Azul no município é das 10h às 15h30, de segunda a sexta-feira; e aos sábados, das 9h ao meio-dia, desde dezembro de 2003. A legislação que trata do estacionamento rotativo data de 21 de março de 2001 (Lei Municipal nº 3.982).

Atualmente, existem mil vagas de Zona Azul em Indaiatuba, incluindo as cem implantadas em 2014 no Boulevard do bairro Cecap. O talão com dez folhas, que valem por uma hora cada, custa R$ 16 (valor unitário de R$1,60). Já o talão com folhas para o período de 30 minutos custa R$ 9 (preço unitário R$ 0,90).

Em nota, a assessoria da Prefeitura respondeu que realiza um estudo para modernização, que será apresentado assim que for concluído.

Repercussão

"Qual a finalidade da Zona Azul além de fazer caixa para a Prefeitura?", questiona o técnico em tecnologia da informação Daniel Lopes. "O valor cobrado pelo estacionamento rotativo encarece os produtos vendidos no comércio, além de afastar as pessoas do Centro, prejudicando as vendas."

Para Daniela Mendes, gerente de uma loja no Centro, o preço da Zona Azul não altera o valor final dos itens vendidos. "Não contamos com estacionamento próprio ou conveniado, mas ouvimos reclamações dos clientes por causa da Zona Azul. Certa vez, num sábado, uma cliente ficou muito brava por ter sido multada porque deixou o veículo estacionado faltando apenas 5 minutos para acabar o prazo. Ela falou que não reparou no relógio, e pensou que já tinha dado o horário", lembra.

Jair Sigrist destacou a alternativa adotada por muitos comerciantes. "Em minha loja, por exemplo, ofereço os cartões da Zona Azul aos clientes", conta. "Há muitos outros lojistas que fazem isso também ou que têm convênio com estacionamentos, o que representa um incentivo aos consumidores."

A analista de crédito Vânia Soares se diz aliviada por saber que o horário atual será mantido. "Eu não venho para a região central durante o horário da Zona Azul", conta. "Já temos tantos impostos e tarifas para pagar; além disso, pagamos e ainda temos o risco de ter o carro roubado - e o problema é de quem, nosso mesmo."


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