Indaiatuba

Ações marcam conscientização sobre autismo

Abril é o mês de conscientização sobre o autismo. Indaiatuba terá atividades promovidas pelo Centro de Integração, Reabilitação e Vivência dos Autistas (Cirva). Entre elas, uma caminhada neste domingo (8) organizada pelas mães das crianças autistas assistidas pela entidade.

A caminhada terá início às 8h30, na Matriz da Candelária, e segue até a Praça D. Pedro II, onde estará instalada a barraca de pastel Sol Nascente. "Parte da renda obtida com as vendas dos pastéis será destinada ao Cirva", comenta Adriana Mioto, fonoaudióloga e coordenadora da instituição. "A ação é organizada pelas mães do Cirva, que trarão também carro de som e o artista Koringa, além de autoridades."

Já na segunda-feira (2), o Cirva já estava decorado com a cor azul, que simboliza o mês dos autistas. "Alguns comércios da região central estão com plaquinhas que identificam o atendimento diferenciado a autistas. Isso porque, a princípio, é bem difícil reconhecer os portadores do transtorno, pois, os sinais são sutis, especialmente no autismo leve, o mais difícil de diagnosticar", comenta Adriana.

"Para quem olha, as crianças são perfeitas na aparência, contudo, o comportamento é diferenciado", continua a coordenadora. "Crianças autistas são muito sensíveis, e pequenos sons ou gestos podem assusta-los e até irritá-los, o que não é compreendido por muitas pessoas. A falta de conhecimento sobre o transtorno gera muito preconceito."

Adriana revela ainda que os casos têm aumentado exponencialmente. "Hoje, há um caso de autismo para cada 68 nascidos", informa. "O Cirva trabalha com 97 assistidos e todos os dias há muita procura."

Sobre as prováveis causas do aumento no número de autistas em todo o mundo, a fonoaudióloga cita algumas referências. "A causa específica ainda é inconclusiva e desde os anos 1940, existem várias vertentes que tentam desvendá-la. Uns acreditam que o transtorno possui ligações com alterações genéticas; outros falam que ocorre por conta de agrotóxicos em alimentos; há também os que defendem a tese de rejeição materna; entre outros", aponta Adriana.

"Em resumo, há três tipos de autismo: o leve, o moderado e o severo; e como eu disse, o primeiro caso é o mais complicado de diagnosticar, devido aos sintomas sutis. O autismo é um mundo, diferente, mas é um mundo", destaca.

Com a evolução da genética e os avanços neurocientíficos e psicológicos, os resultados das investigações atestam que o transtorno possui associações com mutações genéticas, síndromes, doenças metabólicas, epilepsias e outros transtornos de desenvolvimento.


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